Não há dúvida de que a melhor e mais natural alimentação do lactente é constituída pelo leite materno, quando é tomado pela criança diretamente do peito da sua mãe. Se for possível, a criança deve ser amamentada pela sua mãe durante os seus oito primeiros meses de vida. Infelizmente, isto é muito
raro nos tempos que vão correndo, nos países ocidentais, altamente civilizados, nos quais se considera mais «moderno» o uso de biberão. Trata-se muitas vezes de uma desculpa de que só se deveria deitar mão no caso de não ser suficiente a alimentação do peito da mãe. É lamentável ver que o que falta, muitas vezes, nas jovens mães dos nossos dias é o espírito de sacrifício e a paciência suficiente para não recorrer, no primeiro contratempo, ao frasco «salvador». Mas não se deve esquecer que o ato de mamar faz com que a criança aprecie e se habitue ao foco de vitalidade que é o regaço materno e, ao mesmo tempo, a mãe encontra naquele ato uma magnífica fonte de gozo espiritual.
O maior obstáculo para uma alimentação normal costuma ser a falta imaginária de leite. Os ginecólogos e puericultores conhecem perfeitamente este fenômeno. Numerosas mães sofrem a angústia de supor que não têm leite suficiente, quando na realidade podiam amamentar outra criança ao mesmo tempo. No caso de mulheres que têm pouco leite, ou muito à justa, deve ter-se em conta o tempo que consagram
a cada mamada, porque é de interesse primordial devido ao influxo que exerce a excitação do pequeno na sucção do peito sobre a formação do leite. É frequente apresentar como motivo para retirar o peito, que o leite produzido é de «má qualidade»; ora a verdade é que o pior leite de mulher está sempre muito
acima do melhor leite de vaca, se a mãe estiver sendo alimentada racionalmente. E também tem a vantagem sobre qualquer alimentação artificial de estai em melhores condições sanitárias.

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