Os óleos de consumo corrente, de cor clara e sabor absolutamente normal, sob o ponto de vista da nutrição natural são alimentos desvalorizados, pois já passaram por uma série de processos químicos que lhes fizeram perder a sua eficácia natural de protecção. Estes óleos só chegam ao comércio depois de haverem sido desacidulados, desaromatizados e neutralizados. Ficam, portanto, privados das suas características naturais sob o ponto de vista alimentar, convertendo-se em simples fontes de calorias. Os óleos de gérmen cereal não só são portadores de calorias como também de ácidos gordos de grande eficácia biológica.
Os óleos de gérmens cereais possuem, portanto, ainda mais que o gérmen de trigo propriamente dito, as características de um remédio medicinal, pois contêm na máxima concentração possível uma série de elementos activos. Praticamente, para a alimentação e o tratamento de enfermos só dispomos, até agora, e em grau quase exclusivo, de óleo de gérmen de trigo e de arroz. Por motivos de saúde pública, deviam a agricultura, a indústria alimentar e o comércio ocupar-se dos óleos de gérmens cereais com maior intensidade do que até agora e pô-los à disposição dos consumidores.
Na dietética introduziu-se este óleo há muito tempo, e também desempenha um papel importante como medicamento pelo seu elevado teor em vitamina E e factor pantoténico, tão eficazes para a pele.
O teor do óleo de gérmen de trigo em provitamina A (carotinóides) dá-lhe a capacidade de actuar decisivamente contra os sintomas de insuficiência em vitamina A, que é fácil de se apresentar, dado o tipo normal da alimentação na actualidade.
A quantidade de vitamina K presente no óleo de gérmen de trigo é relativamente pequena mas é bastante como elemento defensivo, tanto mais que podemos alimetìciamente completá-la com tomates, repolho couve-flor, para a sua formação no intestino são mediante colibactérias, mesmo quando faltar nas comidas normais.
É muito importante o teor em vitamina E do óleo do gérmen de trigo, já que esta vitamina se consome no Inverno em quantidades insuficientes, ao passo que a sua necessidade fica coberta durante o Verão graças aos vegetais verdes.
Mesmo assim, a necessidade de subministrar ácido pantoténico, muito abundante no óleo de gérmen, não foi reconhecida para o organismo humano durante muito tempo. Hoje, precisamente, é conhecido o óleo de gérmen cercal como parte essencial da alimentação, devido à presença desse elemento activo no que se refere a uma série de enfermidades da pele, como secura, escamas, caspa, calvície, manchas, eczemas alérgicos e acne. Na aplicação externa é próprio para o tratamento de feridas, já que os elementos nutritivos da pele, como as
vitaminas A e D, colesterina, lecitina e o ácido pantoténico estimulam os processos regenerativos cutâneos e subcutâneos, sendo perfeitamente absorvidos pela pele, embora se trate de elementos lipossolúveis.
Pergunta-se muitas vezes se o óleo de gérmen cereal provoca o cancro. Depois de rigorosas experiências chegou-se à conclusão de que é um óleo absolutamente inócuo e que, em todos os casos, produz um efeito inibidor no desenvolvimento do cancro do alcatrão provocado artificialmente.
Os gérmens do cereal e os seus óleos são, portanto, um impressionante exemplo de quão intimamente relacionados se encontram nos nossos alimentos os efeitos preventivos e curativos.

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