O tupinambo ou girassol batateiro (Helianthus luberosus) pertence à família das Compostas. Esta planta, originária da América do Norte, jazeu muito tempo no esquecimento, mas hoje volta a pensar-se nela e fomenta-se a sua cultura.
O tupinambo desenvolve-se bem onde se dá a batata. Inclusivamente em solos pedregosos e de escasso valor, e até em terrenos arenosos.

Composição

No tubérculo encontra-se, segundo nutricionistas, aglutinina, que se denominou fasina. Há também 1,87 % de proteína, 0,2% de gordura, 16,4 % de hidrocarbonalos, 79,1 % de água. O conteúdo em minerais corresponde ao da batata. Os lupinambos possuem, portanto, um excesso em componentes básicos (de acção alcalina). Regista-se a presença de vitaminas, em especial vitamina C, e existem hidrocarbonatos em forma de glicose e inulina.

Emprego medicinal

Reveste-se de importância cada vez maior no regime de diabéticos. Segundo os nutricionistas, correspondem 80 g de tupinambo a uma unidade de pão branco (pequeno pão de 20 g = 12 g de hidrocarbonatos).

Usos alimentícios

O tupinambo apresenta uma variedade cujo tubérculo é fusiforme, de pele lisa, rosada. Constitui, com a batata, um excelente alimento humano, infelizmente pouco conhecido. Tem um sabor quase igual ao da alcachofra, ou seja, um pouco adocicado. Pode ser preparado de muitas maneiras. Em geral, cozem-se até abrandar-se em água com sal e depois prensam-se com leite e sal para se tomarem como puré. É muito vantajoso o não ter que conservar os tubérculos em sótãos durante o Inverno, podendo deixar-se no chão, visto resistirem ao frio. Além disso, no sótão só resistem uma semana. Do chão podem extrair-se nos dias frios, mesmo na Primavera.

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