Tratamento da insónia

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A insônia é apenas um sintoma e não uma doença.
Se pudéssemos tratar a insônia com autêntico somnifero faríamos desaparecer um sintoma, mas não atacaríamos a doença na sua raiz.
Embora não dispúnhamos desse autêntico somnífero, abusa-se monstruosamente dos chamados soporíferos químicos, que antes deviam chamar-se hipnóticos ou narcóticos e que, em parte, são de venda livre. Não menosprezamos produtos realmente valiosos da química sintética e que, nas mãos do médico, podem prestar, em certos casos, serviços consideráveis. Mas é preciso denunciar claramente o consumo sem entraves de qualquer soporífero perante o menor indício de insônia.
Quando esta é autêntica, a descoberta da sua causa e o método da sua cura têm de confiar-se ao médico, para que o corpo recupere por si mesmo um sono reparador. Se o médico, no princípio, recorre a um soporífero, está no seu pleno direito.
Só quando a insônia é devida a esforço intelectual excessivo, ao nervosismo ou à neurastenia, etc., podes ser oportuno o emprego de um narcótico ligeiro, já que a iniciação do sono se favorece mediante a falta de percepção da maioria das excitações procedentes do mundo exterior. Todo o médico receitará alguns dos chamados soporíferos de efeito limitado, mas rápido. Mas também nestes casos podem bastar medidas naturais como, por exemplo, supressão das excitações e dos excitantes, exercício físico, alimentação sã e parca, suprimindo, pelo menos momentaneamente, a carne, os queijos duros e os ovos, variação nas distrações durante as horas livres, coisas que o homem supercivilizado e ansioso de prazer não procura fazer, alegando a suposta falta de tempo.
Se um individuo quer preparar por si mesmo uma infusão de ervas medicinais de efeito sedativo e que facilitam o sono, para vencer a excitação nervosa e uma vivência mental excessiva que impedem conciliar o sono, misturam-se em doses de 20 g de cada um os seguintes componentes: raiz de valeriana, artemísia, flores de urze, flores de hortelã-pimenta e lúpulo.
Desta mistura, deita-se uma colher pequena cheia numa chávena de água fria, deixando-a em repouso um dia inteiro, aquece-se rapidamente até ferver e deixa-se a infusão durante vinte minutos num lugar quente. Filtra-se depois e bebe-se a infusão à noite, normalmente umas duas horas antes de se deitar. Além disso, devem pôr-se de parte as preocupações ao mesmo tempo que a roupa, pois afugentam o sono, ao passo que o trabalho frutuoso e, portanto, satisfatório o atrai.
E um sono é , naturalmente, uma condição prévia imprescindível para a cura de todas as doenças nervosas, pois constitui a primeira e melhor nutrição para o sistema nervoso.

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