Anis

Anis

A família das Umbelíferas proporciona-nos o anis ou erva doce (Pimpinclla anisum), originária do Oriente, sendo cultivado e às vezes subespontâneo em Portugal. O anis figura entre os mais antigos medicamentos. Já Pitágoras louvava a sua influência. Nos estudos hipocráticos aparece tratado com frequência. Logo que os talos se tornam amarelos, cortam-se os cachos de flores, atam-se e dependuram-se ao ar para secar. Decorrido algum tempo, podem obter-se os frutos, sacudindo-os. O clima duro e húmido, assim como a zona costeira, não são lugares próprios para o seu cultivo. O melhor é cultivá-lo em solo de boa qualidade e predominantemente leve. Estrumar o campo, mas antes de se formarem os.

Aspérula

Aspérula

As Rubiáceas oferecem-nos a aspérula (Asperula odorata), presente nas montanhas do Centro e do Norte da Península Ibérica. Devem cortar-se antes da floração as folhas recentes e verdes perto do solo. A aspérula, uma vez em flor, já não se colhe. Como há o perigo de se lhe arrancar a raiz, não se devem puxar as plantas, mas têm de ser cortadas cuidadosamente. Em cada parcela deixa-se uma parte das plantas sem lhes tocar. Para secar as folhas, estendem-se numa camada delgada. O local deve ser ventilado e sombrio. Para apressar o processo da secagem, dão-se várias voltas às folhas. Há que evitar a secagem em estufa, porque o calor.

Ceboleta Francesa

Ceboleta Francesa

A ceboleta francesa (Allium shoenoprasum) pertence à Família das Liliáceas. Cultivado e espontâneo em regiões montanhosas. A ceboleta francesa silvestre pode colher-se entre a Primavera e o Outono, cortando-se em pequenos tufos à superfície do solo. Quanto possível empregar-se-á crua, visto que ao secar perde muito do seu valor como condimento. Se se quer secar, deve proceder-se lenta e cuidadosamente. A planta prefere o solo calcário, rico em húmus e um pouco húmido. A partir de Março começa a sua cultura com a sementeira em alfobres ou em vasos. As plantas já fortes transplantam-se. Outro meio de reprodução é a plantação de estacas de raiz no Outono, que se enterram.

Conserva em azeite

Conserva em azeite

É possível conseguir a conserva de ervas também em azeite. Para isso são bons todos os condimentos de folha e raiz, separadamente, em determinadas misturas. As ervas, depois de bem lavadas e escorridas, picam-se e colocam-se soltas em garrafas pequenas ou frascos. Deita-se-lhes depois azeite puro até que as ervas fiquem ensopadas e recobertas. As garrafas fecham-se com rolhas de cortiça, celofane e cápsulas de borracha.

Erva-Cidreira

Erva-Cidreira

A melissa ou erva-cidreira (Melissa officinalis) pertence às Labiadas e encontra-se cultivada e subespontânea em todo o Portugal, sobretudo em terrenos montanhosos e nos bosques. Precisa de um lugar protegido, não muito seco, e de um solo nutritivo. A reprodução pode fazer-se mediante a semente em alfobres ou por espeques de raiz. São precisos de dois a cinco gramas de sementes para 100 metros quadrados de terreno. A germinação dura quase quatro semanas. Os rebentos novos plantam-se à distância de 30 X 40 centímetros. A plantação deve renovar-se de cinco em cinco anos. Antes de dar flor e em tempo seco e quente, cortam-se-lhe as folhas. Fazendo-o com frequência multiplica-se-lhes.