Borragem

Borragem

A família das Borragináccas proporciona-nos como saborosa especiaria vegetal a borragem (Burrago Oficinalis). Espontânea e cultivada encontra-se em quase toda a Península Ibérica. Antes e durante a floração cortam-se as folhas à tesoura, pois só se empregam frescas como condimento ou como aditamento a uma salada. As folhas secas perdem sabor e são de conservação difícil. Cortam-se de Junho a Agosto e secam-se o mais rapidamente possível. As flores, empregadas muitas vezes como elemento decorativo, também se colhem. A sementeira faz-se na Primavera em filas; a distância entre os sulcos deve ser de 25 cm. O mais prático é fazer várias sementeiras seguidas, porque as folhas jovens são as mais.

Armole

Armole

Pertence à família das Quenopodiáceas (Chenopodium bonus Henricus). Também chamada, nalguns países, pé de vaca, espinafre silvestre e língua de cão. Frequente em zonas areentas e alagadiças, principalmente do litoral. Como planta medicinal é pouco usada actualmente, e não há motivo para que o seja. As folhas que podem colher-se quando não há outro vegetal disponível empregam-se como o espinafre, e aproveitam-se nas sopas de ervas silvestres.

Beterraba

Beterraba

A beterraba vermelha (Bela vulgaris cruenta rubra) é uma variedade de beterraba comum. A sua raiz grossa e carnuda contém um suco vermelho sanguíneo. Composição A beterraba apresenta um teor de hidrocarbonatos de 6 a 9%, figurando entre eles sacarose, frutose e rafinose; embora pese ao seu escasso teor em proteína (de 1.10 a 1,8 %), a verdade é que figuram nele os aminoácidos de grande valor biológico: asparraguina, glutamina e glucocola. e um excesso de bases, devido ao seu teor em potássio, sódio, magnésio e cálcio; também se conhece a presença de dois metais raros (rubidio e césio), cujo significado biológico ignoramos completamente. Há que ter também presente o.

Estragão

Estragão

O estragão (Artemisia dracunculus) pertence à família das Compostas. É oriunda da Rússia Meridional e da Mongólia. Poucas vezes aparece no estado silvestre. Quando começa a floração corta-se a planta rente com a terra, ata-se em ramos e seca-se se não se utiliza fresca. Folhas isoladas podem cortar-se durante todo o ano. Deixam-se secar as folhas num lugar quente (uns 35º C), voltando-as com frequência. Retêm também a sua força como condimento durante muito tempo. Composição e aplicações Quanto a matérias vivas só se conhece como importante o seu teor de iodo. Nada de definitivo se pode dizer quanto ao seu modo de actuar, dado o desconhecimento existente a respeito.

Alface de Cordeiro

Alface de Cordeiro

A alface de cordeiro (Valerianella otitoria) pertence à família das Valerianáceas. É muito frequente nos campos cultivados e pousios de Trás-os-Montes e Beira Litoral. A alface de cordeiro torna-se uma planta valiosa nas hortas pequenas, visto poder substituir durante todo o Inverno a alface comum. Em 100 g contém 42 mg de vitamina C, 0,4 g de gordura, 2,7 g de hidrocarbonatos, 13,1 g de albumina e numerosos sais. Como planta medicinal, a alface de cordeiro não desempenha um papel de importância. Como alimento, esta planta é muito apreciada, pois dela se pode dispor numa época do ano em que se encontram poucas hortaliças ou verduras ricas em vitaminas. Pode.