Amêndoas

Amêndoas

Toda a gente conhece o fruto da amêndoa encerrado num caroço, que por sua vez está recoberto de uma pele coriácea e abundantemente pelosa. A amêndoa (Amygdalus communis) é uma árvore parecida com a do pêssego, pertencente à família das Rosáceas, que apresenta a particularidade de florir antes do aparecimento das folhas. No mercado encontram-se diversas classes e variedades de amêndoas: espanholas, italianas, berberes (do Norte da Africa) e alemãs. O seu uso na confeitaria e na pastelaria é considerável, por causa do seu delicado gosto. Tem também importância na alimentação e na medicina, embora se deva ter em conta que temos de eliminar as amêndoas amargas, pelo seu conteúdo.

Alecrim

Alecrim

O alecrim (Rosmarinus officinalis) é frequente nos lugares secos e pedregosos, charnecas e pinhais do Centro e Sul de Portugal. Cultiva-se em todo o País. Pouco antes de dar flores, cortam-se cuidadosamente os rebentos e arrancam-se as folhas. Seca rapidamente, se se colocar num celeiro sombrio e ventilado. Durante lodo o ano conserva valor como condimento. Deve ser guardado em recipientes hermeticamente fechados. Composição e propriedades O óleo essencial (de 1 a 2,5 %) os terpenos, o ácido tânico e o aloés que contém constituem os principais elementos activos do alecrim. Aplicações medicinais O alecrim possui um quádruplo campo de acção: a) O aparelho gastrintestinal, cujas glândulas excita para uma.

Roseira Silvestre

Roseira Silvestre

Pertence a conhecidíssima rosa silvestre (Rosa canina) à família das Rosáceas. A sua popularidade fica demonstrada pelas numerosas designações que apresenta. Tem muitas variedades, com as mesma aplicações, conhecidas com diversos nomes, conforme as regiões. A roseira silvestre ou roseira-brava forma arbustos lenhosos com grandes ramos, defendidos com espinhos torcidos em forma de anzol. É no Outono que se colhem os seus frutos. É preciso cuiiado para não se apanharem arranhões tanto nas mãos, como nos braços e na roupa. Limpam-se dos restos dos talos e das flores. Se não se consumirem frescos, devem ser estendidos numa só camada para secar. Quando estiverem secos, passada uma semana, acabam-se de secar.

Morangos

Morangos

O morango silvestre (Fragaria vesca), de perfume fragrante, faz parte da grande família das Rosáceas e tem vários nomes. Encontram-se silvestres nos lugares frescos e húmidos, nas montanhas. Desde Março, colhem-se as folhas com talos. Retiram-se todas as carcomidas, descoradas ou que tenham galhos. Guardam-se em cestas e pouco depois guardam-se, simplesmente, no chão arejado para secarem. As folhas secas conservam a cor das verdes. Guardam-se as folhas em sacos. Também se podem utilizar, naturalmente, as folhas dos morangos cultivados. Os frutos maduros colhem-se nas horas da madrugada, logo que desaparece o orvalho e guardam-se em cestos. Só se empregam frescos ou de conserva. Composição e propriedades As folhas conservam.

Mostarda Negra

Mostarda Negra

A mostardeira negra (Brassica Migra) é da família das Crucíferas. Frequente nas searas, campos e caminhos do Minho, Estremadura e Alentejo. Em pequenas quantidades, cortam-se e atam-se em feixes os talos, a partir de Julho, depois de as bainhas adquirirem um tom amarelado; estendem-se em seguida num pano. Os grãos de cor pardacenta-amarclada caídos conservam-se secos em recipientes de vidro, devendo com frequência ser observados e agitados. A mostarda negra costuma cultivar-se também em terrenos pobres e climas duros; mas é melhor o solo arenoso que lenha húmus. A humidade do terreno encharcado é prejudicial. O esterco de cavalariça fresco afecta a formação do fruto, favorecendo o desenvolvimento da folhagem..