Amoreira

Amoreira

No que diz respeito aos objectivos deste livro, achamos que devemos incluir neste capítulo todas as «amoras», cujos frutos pretos, comestíveis, têm propriedades semelhantes às do Rubus fructicosus. Esta espécie dificilmente se diferencia de outras muito afins como Rubus discolor, R. thyrsoideus, R. amoenus que, com o Rubus caesius, são muito frequentes na Península Ibérica, apresentando vários nomes, conforme as regiões. Aparece sobretudo nas orlas dos bosques, dos prados, nas sendas das montanhas e colinas. De Junho a Setembro cortam-se as folhas com o talo, à tesoura, e deitam-se numa cesta. Retiram-se as folhas descoradas. Colocam-se o mais depressa possível numa camada fina no solo para secar, guardando-as depois em.

Pepino

Pepino

O pepino (Cucumis sativus), como a abóbora, pertence à família das Cucurbiláceas. Composição A ideia bastante espalhada de que o pepino carece de valor nutritivo é equivocada. Não se pode, decerto, classificar o pepino de «nutritivo» no sentido vulgar, pois é muito pobre nos chamados elementos de massa: proteína, gordura e fécula. Consiste principalmente de água, mas pode provar-se a presença nela e em dissolução de vitaminas e minerais, tão importantes numa alimentação completa, como os factores de massa. Com razão se tem popularizado o pepino como alimento em muitas preparações. Os pepinos exercem três efeitos característicos no organismo humano: o diurético, o laxante e o depurativo, que participam proporcionalmente.

Amêndoas

Amêndoas

Toda a gente conhece o fruto da amêndoa encerrado num caroço, que por sua vez está recoberto de uma pele coriácea e abundantemente pelosa. A amêndoa (Amygdalus communis) é uma árvore parecida com a do pêssego, pertencente à família das Rosáceas, que apresenta a particularidade de florir antes do aparecimento das folhas. No mercado encontram-se diversas classes e variedades de amêndoas: espanholas, italianas, berberes (do Norte da Africa) e alemãs. O seu uso na confeitaria e na pastelaria é considerável, por causa do seu delicado gosto. Tem também importância na alimentação e na medicina, embora se deva ter em conta que temos de eliminar as amêndoas amargas, pelo seu conteúdo.

Alecrim

Alecrim

O alecrim (Rosmarinus officinalis) é frequente nos lugares secos e pedregosos, charnecas e pinhais do Centro e Sul de Portugal. Cultiva-se em todo o País. Pouco antes de dar flores, cortam-se cuidadosamente os rebentos e arrancam-se as folhas. Seca rapidamente, se se colocar num celeiro sombrio e ventilado. Durante lodo o ano conserva valor como condimento. Deve ser guardado em recipientes hermeticamente fechados. Composição e propriedades O óleo essencial (de 1 a 2,5 %) os terpenos, o ácido tânico e o aloés que contém constituem os principais elementos activos do alecrim. Aplicações medicinais O alecrim possui um quádruplo campo de acção: a) O aparelho gastrintestinal, cujas glândulas excita para uma.

Roseira Silvestre

Roseira Silvestre

Pertence a conhecidíssima rosa silvestre (Rosa canina) à família das Rosáceas. A sua popularidade fica demonstrada pelas numerosas designações que apresenta. Tem muitas variedades, com as mesma aplicações, conhecidas com diversos nomes, conforme as regiões. A roseira silvestre ou roseira-brava forma arbustos lenhosos com grandes ramos, defendidos com espinhos torcidos em forma de anzol. É no Outono que se colhem os seus frutos. É preciso cuiiado para não se apanharem arranhões tanto nas mãos, como nos braços e na roupa. Limpam-se dos restos dos talos e das flores. Se não se consumirem frescos, devem ser estendidos numa só camada para secar. Quando estiverem secos, passada uma semana, acabam-se de secar.