Necessidade de mastigação

A ideia de oferecer ao corpo uma alimentação o mais preparada possível para lhe evitar esforços e melhor a aproveitar, levou a uma diminuição dos alimentos duros, substituindo-os pelos brandos e, deste modo, a um abandono da mastigação. Precisamente, porém, esta actividade mecânica do sistema de mandíbulas e de dentadura não só é necessária para a conservação de tais órgãos, como o é também para a boa função de todo o processo digestivo. A boa mastigação de alimentos duros (pão integral, frutas, nozes, etc.) constitui, em primeiro lugar, uma massagem ideal das gengivas, criando a disposição para a conservação da capacidade de resistência e da elasticidade dos tecidos gengivais, evitando a piorreia ou paradentose. E, inclusivamente, os próprios dentes só constituirão uma dentadura sã e útil, quando houver uma incitação natural para o seu desenvolvimento, que consiste em mastigar e morder. Se não dermos aos dentes dos adultos o trabalho apropriado, produz-se a sua queda prematura e a sua cárie. Os dentes têm necessidade de mastigar de preferência alimentos frescos, naturais e vivos, isto é, beterrabas, cenouras, rabanetes, frutas, nozes e, finalmente, pão seco e duro no autêntico significado da expressão.

Infelizmente, é raro ver nas crianças e nos adultos uma dentadura sã e bem formada. Por isso, temos de formular a exigência urgente de mastigar mais. A mastigação limpa os dentes e corrige a sua posição, faz circular o sangue pelo dente desde a raiz e conserva-o, sempre que a alimentação não seja deficiente, pois repercute-se no sistema dentário.

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