A segurelha comum (Satureia hortensis), da família das Labiadas, e cultivada e apresenta-se como subespontânea em diversos pontos de Portugal.
A planta corta-se durante a floração, dependura-se em ramos e poe-se a secar num lugar ventilado. A força de especiaria é maior quando só se cortam e secam as folhas arrancadas dos talos. Os ramos da segurelha conservam-se num sítio seco ou cortados dentro de latas bem fechadas.
Esta planta não tem grandes exigências com respeito à espécie do solo. Semeia-se na Primavera em filas a 20 cm de distância; germina em catorze dias, sendo a capacidade de germinação aproximadamente de 70 %. A colheita faz-se durante o período da floração, isto é, de Julho a Outubro.

Composição e propriedades

As matérias activas conhecidas até hoje são: tanino (4,17-7,9%), cimol, terpenos e fenol.
O teor relativamente alto de tanino produz um efeito adstringente, que se citava nos textos de herborologia medievais e foi confirmado pela moderna investigação de plantas medicinais. Por isso, conta-se hoje com a segurelha como remédio entre as drogas de efeitos adstringentes.

Emprego medicinal

A segurelha aplica-se nas diarreias ligeiras e nos catarros gastrintestinais. Também influi beneficamente nas cólicas intestinais. Em tais casos prepara-se uma infusão de segurelha fresca, ou melhor, seca, deitando uma colherada grande do vegetal seco numa chávena de água fervente, deixando-a repousar tapada durante quinze minutos; filtra-se seguidamente e bebe-se quente várias vezes por dia.

Emprego como condimento

Em todas as partes onde se aconselha pela antiga cozinha o uso de pimenta pode empregar-se segurelha, que nalgumas regiões se chama pimenta silvestre. Acrescenta-se muitas vezes aos legumes verdes frescos (feijão verde), legumes secos, pepino, fritos vegetarianos, hortaliças e molhos. Nos legumes secos e variedades de couves produz efeitos antiflatulentos.
Nas saladas de batata ou de pepino e nas sopas de legumes secos ou de batatas acrescenta-se segurelha fresca muito picada. Seca e pulverizada pode empregar-se para o puré de tomate, nas saladas de ervas, maionese, guisados de cogumelo e nas saladas verdes. Também não devem faltar algumas folhas nas saladas de plantas silvestres e alimentos crus.

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