A salsa (Petroselinum sativum) conta-se entre as Umbelíferas. Encontra-se cultivada e subespontânea em todo o Portugal. Há que distinguir entre a salsa frisada e a de condimento. Da primeira, fazem-se várias sementeiras seguidas no Verão. Para as necessidades do Inverno semeia-se à profundidade oportuna em carreiras, à distância entre si de 20 centímetros, entre os fins de Julho e Agosto. O corte frequente do talo das folhas, rente com o solo, aumenta a densidade da folhagem na planta. Consegue-se em grande quantidade quando se transplantam as raízes para sulcos especiais à distância de 30 centímetros.

Composição e propriedades

As sementes de salsa, de emprego sobretudo medicinal, contem um óleo com terpenos e apiol e 20 % de óleo. As folhas e as raízes são também ricas em óleo essencial. O teor da salsa em apiol, além de um pequeno estímulo no processo digestivo e nas regras, produz um considerável aumento na actividade dos rins, devido à dilatação dos vasos renais. Provavelmente, porém, também são excitadas as células renais, de modo directo.

Emprego medicinal

O consumo de salsa é, portanto, de utilidade sobretudo no inchaço hidropésico nas pernas, nas cavidades abdominais e torácicas e no pericárdio, como consequência de debilidade cardíaca e de alterações metabólicas, assim como por deficiência da função renal, quando não se apresenta processo inflamatório agudo. As sementes de salsa (tanto como as suas folhas e raízes) preparam-se como infusão de uma colher pequena para uma chávena de água, bebendo-se três chávenas por dia. Se não se produzir nenhum efeito diurético, é inútil aumentar a dose, pois poderia dar lugar a uma irritação dos rins.
O suco de folhas de salsa é um meio excelente e totalmente inofensivo contra as picadas de insectos. Pode empregar-se até em criancinhas. Basta apanhar um punhado de folhas frescas de salsa e esfregar com elas as partes do corpo a descoberto.
Mas não só protege das picadas, como também as cura, porque se lhe atribui um efeito antisséptico e de reacção circulatória ao apiol que contém. Quando se activa a circulação sanguínea, anula-se rapidamente a toxicidade do veneno do insecto.
Sete gramas de salsa ou 150 gramas de alface crua bastam para satisfazer as necessidades orgânicas diárias de vitamina C.
Como condimento toda a dona de casa conhece perfeitamente a série de múltiplos empregos da salsa, na cozinha e na mesa.

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