Mastruço

Mastruço

Resta falar do mastruço (Lepidium sativum), membro da família das Crucíferas. A semente germina muito facilmente, inclusive sobre papel mata-borrão, areia húmida ou serradura, desde que tenha humidade suficiente. Como esta delicada planta, com o seu crescimento comparável ao da relva, pode cultivar-se em estufas com muita facilidade, já se pode encontrar à venda logo nos primeiros meses do ano. Pode utilizar-se a planta completa ou o seu suco para a primeira cura vegetal da Primavera, porque o seu teo em vitamina C, clorofila, ferro, arsénico e glicósidos de óleo de mostarda, que também se encontram nos alhos-porros, rábanos vermelhos e na mostarda, faz com que o mastruço seja próprio.

Alface de Cordeiro

Alface de Cordeiro

A alface de cordeiro (Valerianella otitoria) pertence à família das Valerianáceas. É muito frequente nos campos cultivados e pousios de Trás-os-Montes e Beira Litoral. A alface de cordeiro torna-se uma planta valiosa nas hortas pequenas, visto poder substituir durante todo o Inverno a alface comum. Em 100 g contém 42 mg de vitamina C, 0,4 g de gordura, 2,7 g de hidrocarbonatos, 13,1 g de albumina e numerosos sais. Como planta medicinal, a alface de cordeiro não desempenha um papel de importância. Como alimento, esta planta é muito apreciada, pois dela se pode dispor numa época do ano em que se encontram poucas hortaliças ou verduras ricas em vitaminas. Pode.

Endívia

Endívia

A endívia (Cichorium endívia), também da família das Compostas, constitui, com as suas folhas grandes densamente frisadas, uma planta para salada nos fins do Outono e Inverno, muito apreciada nestas épocas. A variedade mais frequente de folhas, cuja cor vai do verde ao amarelo, oferece às vezes um leve sabor amargo, que é considerado por muita gente como mais um incentivo. É precisamente este elemento amargo que produz o efeito de aumentar a actividade da vesícula biliar e de actuar como diurético.

Valor curativo das verduras de salada

Valor curativo das verduras de salada

As folhas frescas e verdes são a parte da planta em que os misteriosos efeitos da Natureza têm o seu reflexo mais vital. Encontra-se nelas o imenso e maravilhoso laboratório bio- químico em que se efectua o processo, que constitui a premissa básica e geral de toda a vida sobre a terra, a transformação das energias do solo e da terra em potencial alimentar. Muitos deles não são hoje ainda conhecidos, muitos supôem-se, e muitos outros escapam de um modo total aos nossos métodos de investigação e de análise. A folha é pobre em factores nutritivos, rica em clorofila, sais minerais, vitaminas e oligoelementos. A sua albumina tem o mais.

Capuchinha

Capuchinha

A capuchinha (Tropaeolum majus) não se deve confundir com o mastruço. Efeito como bactericida Esta planta desenvolve uma considerável actividade bactericida. Ocorre, além disso, o facto de uma substância cuja natureza química desconhecemos desenvolver a sua actividade em forma de gases voláteis, o que apresenta uma grande transcendência prática. Um cientista demonstrou, mediante ensaios próprios, que quando se consome uma salada de capuchinhas, a matéria gasosa antibacteriana ainda se pode localizar na urina, nove horas depois. Novos ensaios mostraram a sua eficácia contra germes de doenças, sobretudo bactérias de pus e intestinais, assim como o tifo. a disenteria, a difteria e a pneumonia. É verdadeiramente impressionante que todos os modernos.