Romãs

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A romãzeira (Punica granatum), pertencente à família das Mirtáceas, é rara na Europa Central, mas cultiva-se em grande quantidade na Europa do Sul e no Norte de África. É uma das espécies cultivadas desde os mais antigos tempos e empregadas em usos domésticos. Nos textos do antigo Egipto encontra-se mencionada sob o nome de «schedech-it» uma espécie de limonada que se obtinha da polpa da romã, um pouco ácida e refrescante. No Pentateurco regista-se com frequência como os Hebreus, durante a sua peregrinação pelo deserto, dirigidos por Moisés, acharam a falta das romãs e das uvas do Egipto. No templo de Salomão foi usada a romã como motivo decorativo. Também é antigo o uso dietético e terapêutico da romã. Já Hipócrates (460-377 a. C.) empregava o sumo das romãs como estomacal nos enfermos e febricitantes.

O cultivo da romã deve ter sido introduzido na Península Ibérica pelos Árabes, em 711. A cidade de Granada, fundada pelos Mouros no século X, tirou o nome precisamente da romã (em espanhol «granada»), que também faz parte do seu brasão de armas.

Esta espécie é um arbusto ou árvore que chega até a oito metros de altura, com os troncos mais velhos fortemente retorcidos e requebrados.

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