Primeiro, foi antes de tudo o mais o ácido salicílico e seus derivados químicos e depois o piramidon que, só ou com outros calmantes, se empregava para combater as manifestações reumáticas. Têm, porém, efeitos secundários prejudiciais. Despertou grande interesse o específico irgapirina, em que se combinava o piramidon, de rápida eliminação, com a substância de expulsão mais lenta, a butazolidina. Conseguia-se, assim, um efeito analgésico e anti-inflamatório mais prolongado. Apareceu depois a cortisona, uma hormona supra-renal que primeiro se louvou como um verdadeiro portento. Sabe-se hoje que só é eficaz enquanto se consome e que, como efeito secundário mais grave, possui o de se opor à reação defensiva local do organismo contra as infecções. Deste modo defraudou-nos em muitos aspectos.
Transformou-se em hidrocortisona. Presentemente, há outros derivados cortisónicos que são mais eficazes e com menos efeitos secundários. São armas muito valiosas sob a direção do médico.
É perfeitamente concebível que quando se conhecerem melhor os factores causadores se possa encontrar uma combinação de matérias ativas, que mantenha pelo menos o reumatismo a distância, tanto mais que até agora conhecemos a favorável eficácia das vitaminas C e E e as simples hormonas supra-renais, podendo empregar com mais conhecimento que nunca banhos e massagens.
Contudo, não se vencerá o reumatismo se não nos decidirmos a criar condições prévias naturais para uma provável cura, e sobretudo para evitação do reumatismo; uma alimentação completa, prudente, pobre em sal e pobre em albumina (em média 1 g de albumina por cada quilo de peso do individuo); consumo de sumos e de vegetais crus, fruta, legume, saladas, produtos cereais integrais, leite, mel, óleos batidos a frio e dias ou curas de jejum.

Comentários