Rábano-Silvestre

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O rábano silvestre (Cochlearia armoracia) pertence à família das Crucíferas e dá-se em toda a Europa, nascendo nos lugares húmidos. Condições prévias para o seu bom desenvolvimento são um lugar quente e um solo adubado, solto e húmido. Consegue-se a reprodução de preferência mediante a mergulhia de raízes, em princípios de Abril, em terreno livre, à distância de trinta centímetros.
Entrado o Outono, em Outubro ou Novembro, descobrem-se nas raízes de várias cabeças, dispondo todas elas de grandes rebentos, limpando-as de radículas, de talos e de terra, lavando-se depois cuidadosamente. Devem consumir-se frescas, embora se possam conservar, em despensas, sem se lavarem e em areia.

Princípios activos

O elemento activo no rábano silvestre é o óleo de mostarda que se liberta do glicósido sinigrina por meio do fermento mirosina na raiz ralada. Encontram-se também sacarose, asparraguina, glutamina, pentosanas e ácidos orgânicos.

Uso como remédio terapêutico

Empregado exteriormente, é comparável em eficácia à mostarda. O rábano silvestre fresco uliliza-se, tal como a mostarda, como excitante da pele na forma de sinapismo para dores musculares, nervosas, gástricas e reumáticas. Também é recomendável para picadas de insectos e para as frieiras.
Muito diluído pode aplicar-se em uso externo para sardas, manchas de origem hepática e acne vulgar.
Interiormente, este rábano excita todas as glândulas das vias gastrintestinais, incluindo o fígado e o pâncreas, de modo que pode empregar-se com êxito na alimentação de doentes de digestão débil. Actua como excitante das funções renais e ainda de modo curativo nas doenças bacterianas dos rins, da pélvis renal e das vias urinárias de evacuação. Desempenha portanto um grande papel na alimentação, especialmente para doenças da pélvis renal e da bexiga. Por causa dos seus efeitos bactericidas, de excreção das mucosas e da suavização da tosse, emprega-se nos catarros faríngeos, bronquiais e pulmonares, assim como nas anginas. O rábano e o mel, tomados juntos, durante muito tempo, exercem um efeito favorável de excitação geral das glândulas e do metabolismo, favorável aos doentes de reumatismo e de gota.

Uso como condimento

Como condimento usa-se em molhos, saladas e consome-se cru. A adição de algumas rodelas de rábano silvestre é recomendada nas conservas de abóbora, beterraba e pepinos.

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