Pimentos

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O pimento (Capsicum annuum) também se chama pimento espanhol por terem sido os espanhóis que o espalharam por toda a Europa no século XVI. É originário da América tropical.
Os frutos apresentam grandes diferenças entre si no que diz respeito à forma, tamanho, cor e especialmente pelo teor e classe do seu princípio activo, a picante capsaicina.
Com o nome de pimento comum ou pimento doce conhece-se uma variedade de sabor suave, frutos de grande tamanho, verdes e muito saborosos, que se emprega como refrescante.

Quando esta variedade chega à maturidade, o seu gosto torna-se picante.
Outra variedade doce, de cor vermelho-escura, forma um esquisito prato podendo também comer-se crua.
A variedade de frutos pequenos, vermelhos, malaguetas, é de um sabor tão picante como a pimenta, e só pode ser empregada como medicamento.

Composição e propriedades

Das bagas vermelhas e pequenas, isolou-se até agora uma série de princípios activos, especialmente a capsaicina, grande quantidade de vitaminas C e P e, além disso, caroteno (provitaminas A).
As sementes não contêm capsaicina.
As cinzas atingem como máximo 8 %. A capsaicina, a substância picante, não só irrita as terminações nervosas das mucosas como também pode provocar pela sua aplicação repetida uma intensa e duradoura anestesia perante numerosas substâncias químicas irritantes. O nutricionistas tiraram por isso a conclusão de que podem existir na pele e na mucosa do homem e dos animais duas classes distintas de terminações nervosas sensíveis à dor: umas que reagiriam especialmente aos excitantes químicos, e as outras aos físicos. Estas observações originaram o emprego por parte dos homeopatas do Capsicum annuum nos ardores das úlceras gástricas e duodenais como remédio. O Capsicum annuum tem aqui o mesmo papel que a pimenta (Piper nigrum), que se emprega na cura de emagrecimento e também em homeopatia nas dores causadas por úlcera.
O pimento actua desinfectando as mucosas bucal e do estômago; no intestino destrói os germes patógenos sem pre judicar as colibactérias normais, que muito se podem favorecer na sua função e desenvolvimento.

Emprego medicinal e alimentício

Em medicina usam-se os frutos maduros e secos, pulverizados em quantidades de 0,05-0,5 g, como estomacais e carminativos. Também se emprega em pó (especialmente na forma de emplastro) como revulsivo (que actua sem hiperemia), no reumatismo e nas pleurisias. Um bom remédio contra as doenças reumáticas consiste em misturar 65 cm3 de tintura dc pimento, 20 cm3 de extracto de mostarda, 5 cm3 de álcool canforado, 5 cm3 de espírito de sal de amoníaco e 5 cm3 de álcool de alecrim.
Como gargarejo usa-se 1/2 colher das de café de tintura de pimentos a 10 % num copo de água, para as anginas. A homeopatia prepara uma tintura a partir dos frutos maduros e secos, que emprega na diátese úrica, reumatismo, nevralgias e hemorróidas. Às vezes, utiliza-se esta tintura como remédio nas inflamações dos ouvidos (otite média) e nas faringites.
O suco espremido do pimento fresco pode usar-se na dose de 10-15 cm3 para excitar e esvaziar a vesícula biliar. O pimento picante serve em muitos cozinhados como substituto da pimenta. Os pimentos doces são um alimento dietético para os doentes do estômago e do intestino, com alterações na formação de sucos e ácidos.

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