O pepino (Cucumis sativus), como a abóbora, pertence à família das Cucurbiláceas.

Composição

A ideia bastante espalhada de que o pepino carece de valor nutritivo é equivocada. Não se pode, decerto, classificar o pepino de «nutritivo» no sentido vulgar, pois é muito pobre nos chamados elementos de massa: proteína, gordura e fécula. Consiste principalmente de água, mas pode provar-se a presença nela e em dissolução de vitaminas e minerais, tão importantes numa alimentação completa, como os factores de massa. Com razão se tem popularizado o pepino como alimento em muitas preparações.

Os pepinos exercem três efeitos característicos no organismo humano: o diurético, o laxante e o depurativo, que participam proporcionalmente no seu valor dietético.

O efeito diurético ou de expulsão de água pode aproveitar-se facilmente para doentes dos rins e cardíacos. Como os pepinos não só expulsam água pura mas também ácido úrico nela dissolvido, devem constituir um elemento de nutrição para todas as pessoas que sofrem de diátese úrica, cálculos renais ou vesicais, gota ou reumatismo, sempre que sejam devidos à presença de ácido úrico.

Pode corrigir-se frequentemente a prisão de ventre crónica com um modo simples e natural: mediante o consumo diário de uma salada de pepinos, preparando-a só com limão, cebola e azeite batido a frio o mastigando-a cuidadosamente. Os diabéticos suportam muito bem os pepinos, tanto mais quanto estes ajudam pelo seu teor em elementos activos semelhantes à insulina a reduzir a quantidade de açúcar no sangue. As impurezas da pele são tratadas favoravelmente mediante o uso interno de suco de pepino.
Os ervanários têm muitos preparados para esta finalidade.

Consumidos em grande quantidade e mal mastigados, os pepinos em salada podem ser de digestão muito difícil.
Os pepinos em salada, pela sua característica notável de abrir o apetite, podem provocar nos doentes uma rápida mudança favorável. Mas os doentes do coração e dos rins devem evitá-los, por causa do seu elevado teor de sal.

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