Outros remédios para a diabetes

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As vitaminas presentes nos germes de trigo e na levedura, sobretudo os factores do grupo B e a vitamina E, constituem matérias ativas essenciais no metabolismo do açúcar para as células. Desempenham, portanto, no regime diabético um papel infinitamente mais importante que os medicamentos. Três a cinco colheres grandes de germes de trigo ou 15 a 20 g de levedura na alimentação diária favorecem poderosamente a ação da insulina. O emprego destes meios dietéticos, assim como o consumo de pão germinal de trigo, permite muitas vezes a redução da dose de insulina ou um consumo maior de hidrocarbonatos (pão. balatas, frutas). Como o tratamento muscular influi consideravelmente no metabolismo do açúcar, o diabético deve fazer todo o esforço corporal possível ou sistemáticos exercícios de ginástica, na medida do possível.

Desde há pouco tempo que há vários remédios químicos, às vezes melhor suportados por alguns diabéticos. Dão resultados mais eficazes que a insulina e não é forçoso injetá-los. A denominação química destes produtos apresentados em forma de comprimidos é sulfanílúrea. Atualmente, distinguimos dois tipos principais. O primeiro (BZ 55) figura entre as conhecidas sulfamidas antibacterianas e oferece-se sob diversos nomes. O segundo (D 860) não contém sulfonamidas e só tem pouca ou nenhuma eficácia contra as bactérias.
Estes métodos também não reúnem infelizmente condições para curar a diabetes. Servem, contudo, em determinado doente para substituir grandes quantidades de insulina.
BZ 55 e D 860 atuam tanto melhor quanto mais idoso e mais gordo for o diabético, e tanto pior quanto mais jovem e magro for.

A couve, nas suas variedades, exerce um efeito de redução do teor de açúcar no sangue. Deve ser, portanto, consumida com frequência pelos diabéticos. O mesmo se pode dizer da couve ácida crua ou com sumo, que serve de ajuda ao ácido láctico. Entre as plantas medicinais encontram-se matérias ativas do tipo da insulina, especialmente nas vagens secas do feijão, nas urtigas, na arruda e nas folhas de arando. É lógico, por conseguinte, obter delas uma infusão apropriada para os diabéticos. Também se pode adquirir esta mistura nas farmácias e nos ervanários.
Como infusão simples, a mais apropriada é a de vagens de feijão. Cozem-se 200 g das mesmas num litro de água, até ficar reduzido a meio litro. Bebe-se esta infusão repartindo as tomadas durante o dia e por muito tempo. A infusão de arruda faz-se com uma colher pequena cheia de folhas e sementes da planta em 100 cm3 de água. Bebe-se uma chávena, duas vezes por dia. A semente de linho triturada ou óleo de linho prensado a frio pode também melhorar o metabolismo dos diabéticos. Para isso, toma-se de uma a três vezes por dia uma colherada.
Há que insistir repetidamente em que nenhum diabético procure curar-se a si mesmo. Todos os casos devem ser cofiados ao médico que, depois de investigar as condições metabólicas do doente, estabelece as pertinentes disposições básicas de todo o regime e dos demais aspectos do tratamento.

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