Os gérmen de trigo, além das tantas vezes repetidas vitaminas e minerais, contém um grupo de matérias que o nutricionista localizou e que chamou auxonas. São o material para o crescimento, multiplicação celular e regeneração nos organismos animais, que hoje despertam grande interesse.
Se as auxonas faltarem, fica muito afetado o metabolismo. Se também faltar a vitamina B1 o metabolismo cessa absolutamente. As consequências serão a velhice prematura e a morte. Se, faltando as auxonas, persistir o consumo de vitamina B1, chega-se à descalcificação, à vida vegetativa ou à meso trofia (seminutrição), como tecnicamente é expressada.
A presença deste material em quantidade suficiente leva, por outro lado, a uma convalescença e renovação rápida de células e tecidos, isto é, à conservação da juventude e da saúde. Como essa reparação se consegue principalmente durante o sono, é este na sua forma natural a condição precisa para que a
alimentação acertada possa ter efeitos autenticamente curativos.
De há muito tempo que se vendem gérmen puros de trigo em embalagens que os conservam frescos nos ervanários. O emprego culinário é muito simples. Polvilham-se, em bebidas frias ou quentes, tais como sumos de frutas, leite e cacau e batem-se, pouco a pouco, antes do seu consumo, também em sopas ou legumes, sempre depois da cocção.
Sobretudo os alimentos lácteos e farináceos podem ser melhorados em sabor e qualidade mediante gérmen de trigo. Para pudins e pratos de farinha e sêmola, empregam-se o gérmen de trigo pelos seus efeitos gelatinosos. São imprescindíveis na preparação de alimentos crus, aproveitando-se especialmente nos leites fermentados, substituindo o açúcar. Na pastelaria o uso de gérmen em portes iguais dá um sabor grato, parecido com o da noz.
Os gérmen de trigo devem ser parte normal da nossa alimentação diária, como alimentos profilácticos, especialmente nos casos de esgotamento e doenças dos nervos.

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