Insuficiente radiação solar

As mudanças mencionadas levaram a uma ligação deficiente do corpo com o ambiente natural, com o mundo que nos cerca. É assim que especialmente a população urbana sofre de uma radiação solar insuficiente. Por cima de todas as grandes cidades, nomeadamente nas de tipo industrial, forma-se uma camada constituída por poeira, fuligem e fumo que absorve os raios ultravioletas do sol, com a consequência de uma radiação insuficiente e, por isso, de uma escassa formação de vitaminas na pele dos seus habitantes. Tomamos com os alimentos, por exemplo, as provitaminas D, a ergosterina, que se depositam na pele e que vão sempre necessitando da actuação dos raios ultravioletas para se transformarem em vitamina D, de grande eficácia contra o raquitismo. Os peixes, cujo fígado é especialmente rico em vitamina D (circunstância que se aproveita para objectivos farmacêuticos na fabricação do óleo de fígado de bacalhau para a cura do raquitismo) não recebem, decerto, suficientes raios ultravioletas, mas podem substituir esta radiação luminosa pela acção do seu próprio corpo.

Impureza da atmosfera

Além disso, também o habitante da cidade sofre um consumo deficiente de ar puro, devido à densidade da população, ao trabalho em locais mal ventilados e aos abundantes gases de escape dos automóveis, poucas vezes lidos em consideração. Ora, como um pobre consumo de oxigénio prejudica o metabolismo dos tecidos e especialmente das células nervosas, não é preciso insistir mais, porque todos conhecemos os efeitos no nosso próprio organismo, quando para desfazer os efeitos do cansaço ou de prostração abrimos a janela para respirar um ar mais fresco.

Escasso exercício muscular

Devido às muitas profissões sedentárias, às condições do trabalho mecanizado e racionalizado, no qual se deve incluir sobretudo o de produção em série, chega-se, forçosamente, à insuficiência ou unilateralidade de movimentos. Isto não só traz consigo uma debilidade dos músculos não suficientemente usados e exercitados, como também desordens de metabolismo e circulação, pois que é só nos músculos em actividade que se originam matérias que regulam a circulação do sangue e regam o músculo cardíaco, substâncias que só podemos substituir, parcialmente, por medicamentos. A tão debatida questão «movimento é vida» tem, na realidade, um profundo e pleno significado assim como o antigo adágio «pedra movediça não cria musgo».

Excessiva tensão nervosa

Também a insuficiente descontracção, tanto pelo excesso de trabalho profissional e pelo dia de labor demasiado longo, como pela ânsia de divertimentos, pelo pouco descanso nocturno, é hoje claramente um factor prejudicial de primeira-classe, que não só cria o numeroso exército de homens civilizados hiperexcitados, como também é causa de doenças do aparelho circulatório, em todas as suas formas e graus.

Só aproximadamente sele por cento da população se pode considerar autenticamente sã na mente e na alma. O resto passa pela vida com algum desvio, desnecessariamente carregado com uma depressão nervosa e outros complexos prejudiciais. Ninguém dispõe hoje de reservas suficientes de saúde psíquica para resistir a qualquer carga verdadeiramente pesada.

A desordem nas relações com o outro sexo manifesta-se numa inseminação débil e, por conseguinte, numa esterilidade provocada e na falta do aparecimento da gravidez.

 

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