Morangos

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O morango silvestre (Fragaria vesca), de perfume fragrante, faz parte da grande família das Rosáceas e tem vários nomes. Encontram-se silvestres nos lugares frescos e húmidos, nas montanhas. Desde Março, colhem-se as folhas com talos. Retiram-se todas as carcomidas, descoradas ou que tenham galhos. Guardam-se em cestas e pouco depois guardam-se, simplesmente, no chão arejado para secarem. As folhas secas conservam a cor das verdes. Guardam-se as folhas em sacos. Também se podem utilizar, naturalmente, as folhas dos morangos cultivados.

Os frutos maduros colhem-se nas horas da madrugada, logo que desaparece o orvalho e guardam-se em cestos. Só se empregam frescos ou de conserva.

Composição e propriedades

As folhas conservam substâncias tânicas e óleo essencial com citral. Os falsos frutos contêm ácidos de frutas, sementes não digeríveis, pigmentos e substâncias aromáticas, e grande parte formadas por combinações leves de ácidos gordos, enzimas, fermentos, secretinas e vitaminas. As folhas podem fermentar, como as da amoreira, proporcionando uma excelente infusão caseira.

Usos medicinais como depurativos

As folhas empregam-se, como as da amoreira e da framboesa, nas inflamações e catarros das vias respiratórias superiores e das digestivas. Fazem também parte do «chá caseiro».

Agradáveis ao paladar, pelo seu aroma e efeito estimulante do apetite, são muito valiosos; também possuem, como o povo já de há muito sabia e hoje é comprovado pela prática médica, qualidades curativas especiais. Hoje compreendemos o valor das tradicionais «curas de morangos». Pelos pigmentos, pelos elementos não digeríveis e pelos ácidos de fruta, estes frutos actuam no intestino, assim como as enzimas, os fermentos, as vitaminas e as secretinas, facilitando a digestão. O seu grande conteúdo de açúcares naturais constitui na prática médica um excelente alimento para o fígado. As matérias aromáticas actuam nos nervos do olfacto e do gosto, aumentando o apetite. Num quilo contêm os morangos até um miligrama de ácido salicílico, o conhecido remédio para o reumatismo articular e para a gota. Uma dieta de morangos (vários dias repetidos, nos quais se comerá até um quilo e meio de morangos) é eficaz para a prisão de ventre, hemorróidas, estase da circulação, reumatismo articular e gota, doenças dos rins, perturbações circulatórias e com vigilância médica até na diabetes e nas doenças hepáticas. Aumenta o metabolismo em geral, porque os morangos são muito ricos em minerais básicos.

Contra-indicação do seu emprego

Não se pode negar que há pessoas sensíveis aos morangos e que, quando os tomam, lhes produzem irritação e ardor na pele (Urticaria). Tal estado mostra que o intestino está lesionado e permeável para um tipo de albumina (protease) que, quando se introduz no sangue, provoca tais reacções. Essas pessoas estão metabolicamente doentes e devem submeter-se a tratamento medico. Naturalmente, devem suprimir na sua alimentação os morangos até se curarem do seu mal (no caso de a sua origem não ser hereditária). Também como produto de beleza, desfrutam os morangos de grande consideração na França. As sardas, no Verão, tornam-se quase imperceptíveis depois de um tratamento com uma mistura
de sumo de morangos com limão. Friccionando a pele com sumo de morangos melhora-se a sua função.

Valor alimentar

Os morangos são muito apreciados tanto pelos jovens como pelas pessoas de idade, por causa do seu delicioso aroma. Além de serem servidos ao natural como sobremesa, também se podem preparar em compotas, leite de marmelada e outras misturas com leite, sumos, recheios de pastel, doces, sopa quente ou fria, molhos, marmeladas, etc.

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