Resta falar do mastruço (Lepidium sativum), membro da família das Crucíferas. A semente germina muito facilmente, inclusive sobre papel mata-borrão, areia húmida ou serradura, desde que tenha humidade suficiente. Como esta delicada planta, com o seu crescimento comparável ao da relva, pode cultivar-se em estufas com muita facilidade, já se pode encontrar à venda logo nos primeiros meses do ano. Pode utilizar-se a planta completa ou o seu suco para a primeira cura vegetal da Primavera, porque o seu teo em vitamina C, clorofila, ferro, arsénico e glicósidos de óleo de mostarda, que também se encontram nos alhos-porros, rábanos vermelhos e na mostarda, faz com que o mastruço seja próprio para aumentar o metabolismo, estimular a renovação do sangue, fomentar a secreção do suco gástrico e da bílis, e aumentar a eliminação de substâncias úricas. E que é, afinal, a depuração do sangue senão a aceleração destas importantíssimas funções?
Corta-se sempre a planta jovem antes da floração para seu consumo directo, preparada em salada ou como aditamento a salada de outras plantas verdes ou silvestres. Além disso, também se recomenda o emprego do mastruço cru, em torta de requeijão, em molhos de ervas, e em sopas.

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