Os marmeleiros (Cydonia vulgaris) crescem como arbusto ou árvore até quase à altura de quatro metros. Os marmelos têm pevides, que na água soltam uma substância viscosa.

No Cáucaso, Arménia, Ásia Menor e parte da Pérsia crescem marmeleiros silvestres, e na velha Grécia as «maçãs de ouro» eram consagradas à deusa do amor, Afrodite. Como muitas outras rosáceas, os marmelos chegaram até nós através da Grécia e da Itália. Bem maduros podem consumir-se crus.
Toda a dona de casa que alguma vez tenha provado a saborosa marmelada, geleia ou pasta de marmelo, não deixará de as querer também fazer. Os marmelos contém tal quantidade de pectina que não necessitam de outros produtos gelatinosos. São também apropriados para sucos, compotas e pastelaria. Quando se cozerem, há que ter em conta que as frutas cozem tanto mais depressa quanto menos água absorverem. O mais prático é empregar um crivo vapor. A panela para cozer só deve levar dois dedos de água, por cima da qual deve estar o crivo com os marmelos, que com pouco fogo se impregnam de vapor.

Efeito em todo o tipo de catarros

O rico conteúdo dos marmelos em pectina, tanino e substâncias gelatinosas fez que na Idade Média se aplicasse o marmelo como remédio curativo para a diarreia. Assim também se justifica o seu emprego nas inflamações de outras mucosas, como, por exemplo, a traqueia, os brônquios e o estômago.

A semente do marmelo (Sémen cydoniaé) proporciona-nos uma valiosa geleia vegetal pelo seu emprego medicinal nas inflamações da faringe, nas bronquites; como portadora de uma medicina excitante especial também presta valiosos serviços, embora em geral seja muito forte. Quando se cozem 5 g de pevides de marmelo trituradas com 5 g de água e se lhe mistura xarope de malvaísco, obtém-se um remédio natural que pode consumir-se às colheres nos catarros da faringe e dos brônquios.

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