O manjericão grande (Ocimum basilicum) pertence à família das Labiadas, sendo-lhe atribuídos como países de origem o Egipto, as ilhas gregas, a Pérsia e a índia. Pode cultivar-se em vasos de barro para ter sempre uma folha à mão.
As quantidades maiores cultivam-se em pequenos talhões nas hortas. É preferível semeá-las em alfobres. A germinação produz-se decorridos de dez a catorze dias. A capacidade germinativa é de 60 a 80 %. Não se deve transplantar antes de meados de Maio, porque estas plantas são muito sensíveis às geadas. O cultivo só prospera em canteiros protegidos.
Durante a floração, corta-se duas vezes a planta. Sacodem-se as folhas, seleccionam-se e secam-se num local ventilado e sombrio, voltando-as com frequência.
As folhas secas devem conservar-se em recipientes bem fechados para não perderem as matérias aromáticas.

Composição e propriedades

Os componentes activos até agora conhecidos são óleos essenciais (cerca de 1,5%) e tanino. O óleo essencial é a matéria mais valiosa desta planta e, como quase todos os óleos essenciais, excita a actividade da mucosa das vias respiratórias e gastrintestinais, dos rins e dos nervos, embora não possua nenhum valor curativo especial.

Aplicações e forma de emprego

Influi benéficamente, combinada com outras plantas de efeito semelhante, na prisão de ventre crónica. Na realidade, o emprego curativo desta planta é infinitamente menor do que a sua aplicação como condimento. A planta, de forte aroma, emprega-se pelo seu teor em óleo essencial, como condimento em sopas, molhos, favas, pepinos. Bastam poucas folhas para dar às saladas de plantas silvestres, molho de salada e sopas um agradável aroma. Também não deve faltar o manjericão grande na manteiga vegetal. Pode empregar-se tanto seca como fresca.

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