O levístico (Levisticum officinale) pertence às Umbelíferas. Não e muito exigente quanto ao clima e desenvolve-se mesmo em ambientes agrestes. Semeia-se na Primavera, em sulcos. Depois de criar raízes, transplanta-se na Primavera ou Outono a distâncias de 35 a 50 cm. Como para o consumo caseiro bastam poucas plantas, o melhor é procurar-se estacas de raiz e plantá-las directamente no terreno conveniente.
As folhas cortam-se de Junho a Agosto para o consumo caseiro. No Outono e na Primavera desenterram-se as raízes. As folhas estendem-se numa só camada e deixam-se secar.
As raízes devem ser lavadas primeiro, depois cortadas e, finalmente, atadas em feixes, dependurando-se para secarem em lugar bem ventilado. As raízes de levístico secas tem um odor característico de especiaria forte, e esse mesmo aroma é o de suas tolhas secas. A conservação exige recipientes hermeticamente fechados. Recomenda-se o seu frequente exame.

Composição e propriedades

Nas plantas secas encontramos de 0,6 a 1,0% de óleo essencial, que, além de terpineol e outros ácidos, contém também ácido valeriánico, benzóico e mirístico. Além disso, encontram-se nas plantas gorduras, mucilagem, resina, tanino e ácido málico. Segundo as análises científicas até hoje efectuadas, consideramos como certas as seguintes influências:

1. Influência sobre o regime hídrico nas enfermidades do coração e rins.

2. Efeitos sobre o aparelho gastrintestinal, no caso de insuficiência de sucos gástricos.

Utilização na prática

Nas enfermidades renais e também na hidropisia (por doenças cardíacas ou renais) e em gastrites com insuficiência de ácido clorídrico.
Tanto as folhas frescas como as secas são um condimento muito apreciado para sopas, salada, legumes e molhos. Devido ao seu grande poder de condimento, bastam, em cada caso, umas poucas folhas. Em estado fresco nunca deve consumir-se em grandes quantidades. Sua força como condimento conserva-se depois da cocção. Para estes mesmos fins servem igualmente as raízes secas e pulverizadas.

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