Couves

Couves

A couve (Brassica) pertence à numerosíssima família das Crucíferas (umas 1900 espécies), que compreende quase sem excepção todas as verduras. Contém numerosos óleos consistentes e enxofrados que estimulam o apetite e reforçam assecreções das glândulas, especialmente no tubo gastrintestinal. Esta planta está largamente representada em Portugal. As formas de cultivo mais comuns são a couve portuguesa, a couve galega, a couve lombarda, a couve crespa ou de Sabóia, a couve de Bruxelas, a couve-rábano, a couve-flor, o repolho, os bróculos, os nabos e as nabiças. Composição e propriedades Até hoje, infelizmente, não nos podem dizer muita coisa os químicos a este respeito. Conhece-se, porém, o conteúdo das diferentes variedades de.

AIPO

AIPO

O aipo (Apium graveolens) pertence à família das Umbelíferas. Encontra-se em toda Península Ibérica nos terrenos pantanosos e salinos, cultivando-se particularmente as variedades dulce e lusitanicum. Não se pode conhecer a qualidade da semente, pelo que a sua compra é uma questão de boa fé. O cultivo em grande extensão é aconselhado apenas quando o aipo encontrar um solo apropriado num lugar húmido e chuvoso. Composição a propriedades medicinais Nas folhas encontram-se óleo essencial, apiona, inosila, sais; no bolbo: óleo essencial, açúcares, amido, pentosanas, colina, tirosina, glutamina, asparraguina e vitaminas. Ao teor de óleo essencial se deve o seu eleito específico sobre os rins. Os vasos renais dilatam-se e, portanto,.

Feijão

Feijão

Os feijões (Phaesolus vulgaris) pertencem à família das Leguminosas e possuem um talo alto que se enrola para a esquerda, ao passo que o feijão anão (Phaesolus nanus) é uma planta com um talo só de 30 a 50 cm e que não se enrola. É muito comum em Portugal. Muito antes do descobrimento da América, já ali se cultivava o feijão. Os espanhóis trouxeram-no para a Europa, no século XVI, mas não se lhe prestou a princípio grande atenção. Mais tarde, ocupa o lugar da fava (Vicia faba), tão apreciada pelos Germanos. Algumas espécies consideram-se tóxicas se forem consumidas cruas. A toxicidade varia conforme a espécie, a região e.

Onagra

Onagra

Também a família da Oenoteráceas nos oferece uma planta útil, cujo nome mais vulgar é o de onagra (Oenotfiera bienais). A onagra procede da América do Norte e chegou à Europa em 1614, aclimatando-se desde há muito tempo como planta de cozinha e de adorno. As suas sementes propagaram-se com o desenvolvimento do caminho de ferro por toda a Europa, de modo que hoje a onagra recobre as margens das instalações ferroviárias. Composição e propriedades Como maiorias activas descobriram-se: fitosterina, provavelmente álcool arílico, parafina, resina, globagena, tanino, açúcar invertido, pentosanas, invertina, mucilagem, etc. Nas flores: fitosterina, um corante amarelo e outros (Wehmer). As análises conhecidas ate agora são muito deficientes..

Alface

Alface

A alface (Lactuca sativa) em todas as suas formas de cultivo pertence à família das Compostas. Emprego como sedativo nervoso A alface tem fama de actuar como sedativo dos nervos e preparar um sono tranquilo. Esta antiquíssima observação torna-se-nos hoje bastante compreensível, pois a análise química dá-nos um elemento activo, semelhante ao ópio, e que portanto actua como sedativo, somnífero e redutor da tosse; além disso, tem efeito sobre as convulsões devido ao seu teor em pequena quantidade de hiosciamina, também já comprovado. A enorme multidão de pessoas superexcitadas e, por conseguinte, também de insones, deviam nem que fosse só por este motivo, incluir obrigatoriamente na refeição da noite a.