Alface de Cordeiro

Alface de Cordeiro

A alface de cordeiro (Valerianella otitoria) pertence à família das Valerianáceas. É muito frequente nos campos cultivados e pousios de Trás-os-Montes e Beira Litoral. A alface de cordeiro torna-se uma planta valiosa nas hortas pequenas, visto poder substituir durante todo o Inverno a alface comum. Em 100 g contém 42 mg de vitamina C, 0,4 g de gordura, 2,7 g de hidrocarbonatos, 13,1 g de albumina e numerosos sais. Como planta medicinal, a alface de cordeiro não desempenha um papel de importância. Como alimento, esta planta é muito apreciada, pois dela se pode dispor numa época do ano em que se encontram poucas hortaliças ou verduras ricas em vitaminas. Pode.

Cerefolho

Cerefolho

A família das Umbelíferas apresenta-nos o Corefolho ou Cerefólio (Anthriscus cerefolium), originária do Sul da Rússia. A planta não só está relacionada com a salsa, como também é muito parecida com ela. Pode cultivar-se em qualquer horta. O mais prático é repetir valias vezes a sementeira entre Março e princípios do Verão em terreno sombrio, em filas separadas umas das outras, à distância de uns quinze a vinte centímetros. Por cada metro quadrado são precisos uns dois gramas de sementes (mil sementes pesam de 1,7 a 2,3 g). Devem estar húmidas para lhes favorecer o desenvolvimento. A germinação dura de duas a três semanas. A humidade dos grãos é de.

Ervilhas

Ervilhas

A ervilha cultivada (Pisum sativum) procede, ao que parece, da silvestre {Pisum arvense). As ervilhas doces constituem com as suas vagens tenras e verdes um excelente alimento para doentes. Como ervilha de semeadura prefere-se a madura e amarela que se pode empregar na obtenção de sopas, legumes ou farinhas nutritivas. Composição e propriedades Do seguinte quadro pode deduzir-se a grande diferença quanto ao valor alimentar entre as ervilhas frescas, tenras e verdes e as maduras, secas e amarelas: 100g contém Proteínas Gordura Hidrocarbonatos Água calorias Ervilhas frescas, tenras e verdes 6,6 g 0,5 g 12,7 g 17,7 g 83 Ervilhas maduras, secas e amarelas 23,4 g 1,9 g 47,3 g.

Dente de Leão

Dente de Leão

O conhecido e para nós valiosíssimo dente de leão (Taraxacum officinale), da família das Compostas, é muito comum em Portugal, em lugares húmidos, prados, etc. Desde a Primavera ate ao Verão já adiantado, podem colher-se as folhas, urna a uma, depositando as em cestos. Há que evitar qualquer pressão nas folhas. Estendem-se o mais depressa possível, formando camadas finas, em lugares à sombra para secarem. As raízes são desenterradas na Primavera e no Outono, separando-se das folhas e das radículas ainda existentes; lavam-se cuidadosamente e deixam-se secar depois no chão durante dez ou doze dias. Para as secar depois por completo, aplica se-lhes calor artificial. Depois da seca, a folha.

Alho de Urso

Alho de Urso

O alho do urso (Allium ursinum) pertence à família das Liliáceas, e encontra-se espalhado por toda a Europa. Cresce em geral em tufos nas malas húmidas e sombrias. Quando crescem muito juntos, fazem-se notar pelo típico cheiro a alho que se propaga a grande distância. O principal elemento que contém é o óleo de alho de urso no qual até agora se comprovou a presença de hidrocarbonetos de enxofre, vinyl-sulfureto e de vinyl-polisulfureto, pequenas doses de mercaptanos e aldeído (Semmler). Efeitos medicinais O alho tio urso influi nas glândulas do trato gastrintestinal como excitante, aumentando a secreção de toda a classe de sucos digestivos e especialmente da vesícula. Impede-se o.