A hera-terrestre (Glechoma hederacea) encontra-se em Trás-os-Montes, Minho e Beira, em lugares húmidos e sombrios. Em Maio e Junho, extraem-se do solo as plantas em flor, limpando-as de raízes e de terra e recolhendo-as em cestos. As plantas que têm galhas (excrecências carnosas) não se podem aproveitar. Secam-se em lugares à sombra e ventilados, colocando as folhas numa só camada. Deve conservar-se a cor da planta. A folha cheira a especiaria e tem um sabor amargo. Conserva-se em saquinhos.

Composição e propriedades

Corno substâncias activas encontraram-se ato hoje: 0,06 % de um óleo essencial verde escuro, resina, cera, 3 % de gordura, 2,5 % de açúcar e tanino.
Pelo seu teor de óleo essencial, eliminado sobretudo pelas mucosas das vias respiratórias, reforça a hera-terrestre as secreções das glândulas bronquiais e favorece a sua expulsão.
Alem disso, as mucosas e as grandes glândulas das vias gastrintestinais são excitadas, de modo que se incrementa a formação de ácido clorídrico no estômago e de bílis no ligado.
Finalmente, os tecidos renais eliminam maior quantidade de água.

Usos medicinais e como condimento

Nas doenças das vias respiratórias (catarro bronquial e pulmonar, tosse convulsa e asma), nas doenças das vias gastrintestinais (insuficiente formação de ácidos no estômago, transtornos biliares), nas doenças circulatórias e renais (congestões nas extremidades e na pélvis menor, catarro da bexiga).
Os rebentos o as folhas tenras colhem-se antes da floração ou durante a mesma. Podem-se empregar como aditamento às sopas e saladas silvestres. Cortada muito fina constitui uma especiaria excelente para manteiga e requeijão. Uma vez seca, constitui um condimento muito apropriado, que deve ser utilizado com mais frequência em pequenas doses.

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