A groselheira espim (Ribes grossularia) pertence à família das Saxifragáceas. Há uma grande variedade com diferentes nomes, conforme as regiões.

A groselheira espim cultivada que conhecemos começou a sê-lo nos fins do século 16. Há hoje muitas variedades, conforme a cor (vermelha, amarela, verde, branca) e a superfície (lisa, lanosa, espinhosa).

Aplicações terapêuticas

Diz-se muitas vezes que a groselha espim só se deve comer cozida. Esta suposição deriva das más consequências de se consumirem grandes quantidades de bagas cruas, sem estarem maduras. O fruto maduro não só é totalmente inócuo, como também é de sabor refrescante e de alto valor medicinal. O conteúdo considerável de celulose de combinação com a mucilagem, ácidos de fruta e frutina dá a estas bagas umas certas características apropriadas para tratamentos intestinais, como laxante ligeiro. Como também possui um grande conteúdo de potássio, é muito eficaz para a depuração do sangue, a produção abundante de urina e a sua expulsão.

O conteúdo simultâneo de ferro, fósforo, cálcio e sódio faz com que estas bagas sirvam para a renovação do sangue, contando-se também com a presença de vitamina C.

Acrescente-se que o consumo abundante de groselha espim é de recomendar especialmente às mulheres que sofrem de congestão frequente do baixo ventre, com perturbações circulatórias da aorta, atonia intestinal ou prisão de ventre crónica. Mas só se devem empregar frutos realmente maduros que se possam mastigar bem ou então passá-los previamente
pelo ralador.

Comentários