O grão-de-bico (Cicer arietinun L.) procede, provavelmente, da região oriental da bacia mediterrânica. Presentemente, é uma planta que se encontra largamente cultivada em todos os países mediterrânicos. Ainda não se conhece a data do início da sua cultura. Os primeiros dados seguros encontram-se em Teofrasto e Dioscórides. Hoje, pouco se cultiva esta leguminosa na Europa Central, mas o seu emprego está muito espalhado no Sul da Europa.
Todas as partes da planta estão recobertas por uma curta e recta velosidade glandular que produz uma secreção viscosa que contém ácidos málico, acético e oxálico.

Composição e propriedades

As sementes, os denominados grãos-de-bico, conhecem-se facilmente pela sua forma. 100 grãos pesam cerca de 25-37 gramas. Actualmente atribui-se-lhe a seguinte composição: proteínas, 17-23 %; gorduras, 4-5 %; hidratos de carbono, 63,5 %; fibra bruta. 3,5-5,5 %; água %, 14,8 cinzas, 3,2 – 3,4 %. As cinzas são muito ricas em fosfatos. Devido ao seu alto teor em substâncias alimentares, o seu valor nutritivo é logicamente muito elevado. O grão-de-bico constitui um alimento muito apreciado por todas as classes sociais; note-se, porém, que no Sul da França e na Itália, devido ao seu sabor áspero e ligeiramente ácido, e também pela sua dureza, são menos apreciados.

Utilização como alimento e remédio

Sob o ponto de vista dietético, o grão-de-bico desempenhou na antiguidade um papel importante. Foi empregado como meio eliminador da água (diurético) na hidropisia; como meio para facilitar as menstruações (emenagogo), como afrodisíaco e cosmético. Os nutricionistas indicam-no como um alimento leve e agradável e também um remédio contra a febre.
As sementes maduras ou verdes usam-se como as ervilhas ou as lentilhas, em sopas ou como legume. Também como farinha, especialmente no Oriente e na Bulgária, onde se misturam com farinha de trigo e é empregada depois de fermentar para a preparação de pão. Da variedade com sementes pretas prepara-se um sucedâneo do café.

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