Eucalipto

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A família das Mirtáceas conta com numerosas espécies de Eucaliptos, género originário da Austrália e amplamente cultivado na Ásia e na América. Numerosas plantações destas árvores têm sido efectuadas com o objectivo de sanear os terrenos pantanosos na luta contra o paludismo, particularmente na Itália. O eucalipto é uma árvore que cresce rapidamente e pode atingir grande altura, chegando em casos de corpulência gigantesca a 155 metros.

Composição e propriedades

Da casca de eucalipto obtém-se, mediante incisões, uma resina que se torna muito espessa depois de algumas horas, endurecendo pela acção do sol. Este produto chama-se quina. A quina é uma espécie de goma que se obtém igualmente do Eucaliptus corymbosa, Euc. cetriodora, Euc, resinifera e do Pterocarpus marsupium, e que contém como produto activo o ácido quinotânico de cor parda numa proporção de 75-80 %. Este ácido, mediante cocção com ácidos minerais diluídos, cinde-se em vermelho de quina e glicose. A quina entra também na composição de substâncias para curtir e para colorir, tendo ainda hoje muito valor.

As folhas de encalipto (Folia eucalypti) têm um cheiro aromático muito agradável e são um pouco acres ao paladar. Contêm em média 1,5% de óleo essencial, além de tanino, substâncias amargas, resinas e 6 % de cinzas. Empregam-se estas folhas como infusão, em doses de 1 a 3 gramas com efeitos antisscpticos e febrífugos nos catarros bronquiais e vesiculares, assim como combinadas com fricções no reumatismo. O óleo de eucalipto obtém-se mediante destilação das folhas de diversas espécies de eucalipto. Forma um líquido transparente ou de cor levemente amarelada, de cheiro penetrante, mas de sabor refrescante. O óleo de eucalipto contém cineol ou eucaliptol até 70 %, além de pineno, canfeno, sexquiterpenos e aldeído valérico.

Indicações médicas

O óleo de eucalipto, especialmente quando é empregado em forma de inalações, actua sobre as mucosas e a pele produzindo uma inflamação de carácter local, que decorre com uma intensa produção de mucosidade, no que se radica precisamente o seu efeito curativo. Emprega-se preferentemente no tratamento de bronquites agudas malignas e crónicas, nas bronquites pútridas e na gangrena pulmonar, para inalações
ou como prescrição para o interior. O seu carácter antisséptico e antipirético também o tornam muito útil no paludismo e no cólera, assim como também é de grande efeito terapêutico em fricções no caso de reumatismo. Tem dado nomeadamente bons resultados como vermífugo, administrado em doses diárias de 5-20 gotas. O grande poder antisséptico e desodorante do óleo de eucalipto torna-o especialmente valioso nas lavagens da boca e no cuidado ordinário da dentadura.

Dosagem e contra-indicações

A dosagem tem de se manter estritamente nas normas indicadas em cada caso, porque excedendo os três gramas podem aparecer sintomas de intoxicação e se a quantidade administrada exceder grandemente as doses toleradas podem chegar a produzir-se convulsões tónico-clónicas. A dose prescrita para tomar oscila de 10 a 15 gotas, duas vezes por dia, com açúcar.
O eucaliptol ou cineol pode obter-se por destilação fraccionada como um dos componentes mais importantes do óleo de eucalipto, e aparece como um líquido incolor de aroma canforado e de sabor refrescante «sui generis». Costuma empregar-se nas receitas médicas como óleo de eucalipto em doses de 0,1-1,0 grama.

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