escorcioneira preta

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A escorcioneira preta (Scorzonera hispânica) da família das Compostas, encontra-se espalhada por toda a Espanha e também em Portugal (Trás-os-Montes e Beira), embora não abundantemente, entre pedregulhos, rochas e colinas secas.
O suco leitoso, de sabor doce, tem sido pouco estudado cientificamente, e até agora conhece-se entre os seus elementos constitutivos a presença de um glicósido (inulina), asparraguina e colina. Sob o ponto de vista médico, pouco se pode dizer acerca dos seus efeitos. A medicina popular fala de efeitos sedativos para o sistema nervoso, ajudando o sono.
A planta é bianual? o primeiro rebento só produz raízes delgadas, mas muito tenras, e o segundo, outras mais grossas e duras que não se devem golpear, pois perdem facilmente o seu suco leitoso e de bom sabor. As raízes podem colher-se durante todo o Inverno, se não forem comidas antes pelos ratos, que muito as apreciam. O melhor é conservar as raízes durante o Inverno num sótão, enterradas em areia húmida.
As raízes, com casca preta e polpa branca, são um vegetal popular no Inverno, de sabor parecido com o dos espargos. A escorcioneira oferece muitas possibilidades de aplicação para a alimentação de doentes e crianças. As raízes brandas de um ano podem ser consumidas por toda a gente, até por crianças, excepto pelos doentes do estômago e dos intestinos. A raiz é conveniente sobretudo para os diabéticos, pelo
seu teor em hidrocarbonatos, em forma de inulina que é uma fase prévia da frutose. A inulina é para os diabéticos uma forma benéfica de hidratos de carbono. Para o alimento dos doentes dos rins presta a escorcioneira valiosos serviços porque é saborosa, sem ter necessidade de sal, e exerce por si mesma um efeito diurético.

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