A ervilha cultivada (Pisum sativum) procede, ao que parece, da silvestre {Pisum arvense).
As ervilhas doces constituem com as suas vagens tenras e verdes um excelente alimento para doentes. Como ervilha de semeadura prefere-se a madura e amarela que se pode empregar na obtenção de sopas, legumes ou farinhas nutritivas.

Composição e propriedades

Do seguinte quadro pode deduzir-se a grande diferença quanto ao valor alimentar entre as ervilhas frescas, tenras e verdes e as maduras, secas e amarelas:

100g contém

Proteínas

Gordura

Hidrocarbonatos

Água

calorias

Ervilhas frescas, tenras e verdes

6,6 g

0,5 g

12,7 g

17,7 g

83

Ervilhas maduras, secas e amarelas

23,4 g

1,9 g

47,3 g

14,0 g

315

As ervilhas maduras são ricas em proteínas e amido e produzem, por conseguinte, uma quantidade de calorias, mas contêm um excesso de ácidos e são de digestão difícil. Em troca, as ervilhas verdes e tenras têm um valor nutritivo muito menor, mas sempre superior ao de outros legumes verdes. Além disso, com os seus elementos glicósidos de fácil assimilação que ocupam o lugar da fécula, tornam-se de excelente digestão. Também é importante o seu conteúdo em combinações orgânicas de fósforo, lecitina, ferro e potássio.

Emprego como remédio e como alimento

Embora não se possa atribuir às ervilhas nenhuma virtude curativa determinada, contudo, pela sua fácil digestão, seu considerável valor alimentar e seu conteúdo mineral, constituem um excelente e apreciado alimento para os regimes de todo o enfermo ou convalescente. Até os doentes do estômago suportam bem as ervilhas tenras. Desempenham na alimentação dos doentes o mesmo papel que as hortaliças tenras, as cenouras, os espargos e a couve-flor.
As ervilhas tenras e verdes têm muita aceitação. Até se podem comer cruas ou só submetidas ao vapor da água e azeite.

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