Características e necessidade de mineiras e oligoelementos

A falta de uns e outros está relacionada com as vitaminas e as auxinas. Têm a mesma origem, com eleitos em parte característicos e em parte gerais, além de muitos outros que, decerto, desconhecemos. Já nos referimos a esta questão quando tratámos da arte culinária e do emprego do sal. É imprescindível citar aqui, embora só de passagem, os resultados das numerosas investigações sobre o metabolismo de minerais e oligoelementos. Tem-se provado que não podemos prescindir de muitos, como acontece com o sódio, potássio, cálcio, magnésio, ferro, manganês, cobre, zinco e cobalto. Mas quanto ao papel de outros elementos mais raros que encontramos regularmente, como o flúor, boro, níquel, arsénio, anlimónio, chumbo, mercúrio, ouro e rádio, ainda não estamos bastante orientados ou só muito pouco. Desconhecemos, por exemplo, se o rádio que tenha chegado ao sistema ósseo e dali emite as suas radiações de fácil medida (40 unidades Mache), desempenha uma função necessária no metabolismo ou se deve ser considerado como um elemento estranho. Sem as matérias minerais não se pode obter o desenvolvimento nem conservar a vida; a uma contribuição incompleta corresponde uma vida incompleta e uma deformação da personalidade.

Efeitos sobre o organismo

 Sabemos que os minerais regulam o metabolismo da água, o equilíbrio ácido-básico, a  sensibilidade dos nervos e dos músculos, a produção dos sucos digestivos e a resistência dos ossos e dos dentes. Em maravilhosa harmonia, cada mineral e cada elemento tem a sua missão determinada e insubstituível.

Basta fixar profundamente a atenção nesta harmonia das funções biológicas e reconhecer a incalculável diversidade dos factores que intervêm para possibilitar a existência do organismo humano, para ficarmos assombrados, senão atemorizados, perante um Poder não só capaz de tais obras, como também, além disso, de ter dado a existência a inumeráveis seres vivos, que esse mesmo Poder também conserva na existência. Através da ordem das coisas visíveis adivinha-mos o invisível Criador dessa ordem. Quem é que diante de um edifício não deduz a existência do arquitecto? No visível revela-se o plano do invisível. Por isso a inesgotabilidade do mundo visível é um indício da magnitude do invisível.

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