Loureiro

Loureiro

O autêntico loureiro (Laurus nobilis) encontra-se actualmente espalhado por todos os países do sul da Europa, onde adquiriu grande importância económica. Os ramos e as folhas empregam-se desde a mais remota antiguidade como símbolo de honra. O loureiro forma arbustos ou árvores que podem chegar a atingir 10 metros de altura. Composição e propriedades As folhas aromáticas contem na maior parte dos casos 1 % de óleos essenciais, substâncias aromáticas e 5 %, no máximo, de cinzas. Costumam empregar-se secas como condimento. Uma chávena de infusão feita na base de 5 g de folhas secas em lá litro de água emprega-se como remédio nas dores de estômago e nos vómitos..

Cominho

Cominho

O cominho (Canan carvi) pertence como o coentro à família das Umbelíferas. Encontra-se nos prados das montanhas do norte e do centro da Península. No primeiro ano de cultivo recomenda-se que o terreno seja fortemente adubado com estrume. Como o cominho só pode ser colhido no segundo ano, o melhor e semeá-lo com outro fruto intermédio que amadureça no princípio do Verão (ervilhas, cevada, aveia) para que o cominho tenha tempo de sobra para a formação da sua folhagem. Mil grãos pesam 2,56 gramas. A quantidade de semente por are cm terreno aberto é de 100 gramas. A distância entre fila e plantas deve ser nos dois casos de 30.

Tomilho

Tomilho

O tomilho (Thymus vulgaris) é comum em Portugal, sobretudo nas zonas mais ou menos áridas. Pouco antes de florir, cortam-se-lhe as folhas em dias quentes e cheios de sol, a partir do meio-dia, e rente ao chão. Para o consumo culinário basta colher geralmente algumas folhas soltas. Num sótão arejado secam-se rapidamente as folhas arrancadas dos talos, voltando-as com frequência. O tomilho seco adquire uma forte cor verde e tem um cheiro marcado de especiaria. A conservação efectua-se em caixas, latas ou recipientes de vidro hermeticamente fechados. Composição Os elementos activos até agora conhecidos são o óleo essencial até 1,7%, que contém sobretudo uns 50% de timol, um pouco de.

Salgadura

Salgadura

Salgadura Mediante a salgadura podemos conservar ervas frescas. As folhas ou raízes frescas picam-se, cortando-as o mais possível, não sobre uma tábua mas numa superfície de porcelana ou numa lousa. As ervas picadas misturam-se depois com sal (para 1 quilo de ervas, 150g de sal), apertam-se fortemente em frascos de vidro ou de barro e recobrem-se com uma camada de sal. Fecham-se os recipientes com celofane ou papel-pergaminho e colocam-se em lugares frescos e secos. Assim é possível ter durante o Inverno ervas frescas salgadas como condimentos para saladas. Não é preciso deitar sal nos alimentos quando se cozinham, para não lhes prejudicar o sabor. É de recomendar não pôr.

Alecrim

Alecrim

O alecrim (Rosmarinus officinalis) é frequente nos lugares secos e pedregosos, charnecas e pinhais do Centro e Sul de Portugal. Cultiva-se em todo o País. Pouco antes de dar flores, cortam-se cuidadosamente os rebentos e arrancam-se as folhas. Seca rapidamente, se se colocar num celeiro sombrio e ventilado. Durante lodo o ano conserva valor como condimento. Deve ser guardado em recipientes hermeticamente fechados. Composição e propriedades O óleo essencial (de 1 a 2,5 %) os terpenos, o ácido tânico e o aloés que contém constituem os principais elementos activos do alecrim. Aplicações medicinais O alecrim possui um quádruplo campo de acção: a) O aparelho gastrintestinal, cujas glândulas excita para uma.