Funcho

Funcho

À família das Umbelífcras pertence o funcho (Foeniculum officinale), que no estado silvestre se encontra nas sebes, margens dos campos, entulhos e entre as rochas em todo o Portugal. No Outono, corta-se a planta a 5 cm do solo, desenterram-se os renovos e dispõem-se atados numa cova que se recobre cuidadosamente com palha ou terra. Na Primavera do segundo ano transplantam-se as plantas mais desenvolvidas para o campo propriamente dito, onde as flores e os frutos amadurecem. Plantam-se de dois em dois à distância de 50 a 70 centímetros. O tempo da germinação é de três semanas. Os frutos amadurecem a partir de Setembro. As umbelas centrais, que são as.

Manjericão Grande

Manjericão Grande

O manjericão grande (Ocimum basilicum) pertence à família das Labiadas, sendo-lhe atribuídos como países de origem o Egipto, as ilhas gregas, a Pérsia e a índia. Pode cultivar-se em vasos de barro para ter sempre uma folha à mão. As quantidades maiores cultivam-se em pequenos talhões nas hortas. É preferível semeá-las em alfobres. A germinação produz-se decorridos de dez a catorze dias. A capacidade germinativa é de 60 a 80 %. Não se deve transplantar antes de meados de Maio, porque estas plantas são muito sensíveis às geadas. O cultivo só prospera em canteiros protegidos. Durante a floração, corta-se duas vezes a planta. Sacodem-se as folhas, seleccionam-se e secam-se num.

Coentro

Coentro

Entre as Umbelífcras, encontra-se também o coentro (Coriandrum sativum), cultivado e subespontâneo entre as messes e campos de quase todo o Portugal. O coentro semeia-se directamente de Março a Abril em filas de 25cm de separação. O peso de mil sementes é de 9,1 a 9,8 g; a capacidade de germinação é de 77 % em média; germinação em duas ou três semanas. Para 100 m2 calculam-se 250 g de semente, sendo a colheita nessa mesma extensão de uns dez a vinte quilos. Quando os frutos começam a amadurecer cortam-se as plantas ou então debulham-se ou expõem-se ao sol sobre panos até os frutos caírem maduros. O coentro seco é.

Calendário de Condimentos

Nome popular e científico Parte da planta usada Colheita Emprego Açafrão (Saturela hortensis) Estigmas secos Setembro a Outubro Sopas, massas, pastelaria, queijo, manteiga Alecrim (Rosmarinus officinalis) Folhas frescas e secas Abril a Agosto Molhos, vegetais crus, saladas, peixes, aves, caça Alho (Allium sativum) Folhas, bolbo Julho a Setembro Sopas, saladas, legumes Anis (Pimpinella anisum) Fruto maduro Agosto a Outubro Pão, pastelaria, legumes, pepinos, molhos Asperula (Asperula odorata) Folhas, antes da floração, frescas e secas Agosto a Outubro Pão, pastelaria, legumes, pepinos, molhos Borragem (Borrago officinalis) Folhas e flores frescas Maio a Outubro Pepinos, molhos, vegetais crus, saladas Canela (Cinnamomum ceylandicum) Casca Agosto a Outubro Pratos de arros, sobremesas de leite,.

Açafrão

Açafrão

A origem do açafrão (Crocus sativus) tem de se procurar no Oriente. Pertence à família das Iridáceas. O açafrão é pouco cultivado em Portugal. O que farmacêuticamente se conhece por açafrão (Crocus) são os estigmas secos e vermelhos que pendem em todo o seu comprimento das flores. Para um quilo de açafrão são necessárias 100 000 flores. Por isso o seu preço é muito elevado e falsifica-se com frequência. Composição e aplicações As matérias activas até hoje conhecidas são a crocina, a picroína, que dá origem a um óleo essencial, e ainda o caroteno, o licopeno e ricos hidrocarboretos alifáticos (segundo Madaus). O açafrão mostra claros efeitos sobre a matriz..