Mostarda Negra

Mostarda Negra

A mostardeira negra (Brassica Migra) é da família das Crucíferas. Frequente nas searas, campos e caminhos do Minho, Estremadura e Alentejo. Em pequenas quantidades, cortam-se e atam-se em feixes os talos, a partir de Julho, depois de as bainhas adquirirem um tom amarelado; estendem-se em seguida num pano. Os grãos de cor pardacenta-amarclada caídos conservam-se secos em recipientes de vidro, devendo com frequência ser observados e agitados. A mostarda negra costuma cultivar-se também em terrenos pobres e climas duros; mas é melhor o solo arenoso que lenha húmus. A humidade do terreno encharcado é prejudicial. O esterco de cavalariça fresco afecta a formação do fruto, favorecendo o desenvolvimento da folhagem..

Manjerona

Manjerona

A manjerona (Origamim majorana) pertence à família das Labiadas; é de origem africana e encontra-se subespontânea ou cultivada em todo o Portugal. A manjerona necessita de um solo leve, mas nutritivo. É excelente o solo pantanoso ou semi-pantanoso. No cultivo da horta, semeiam-se as sementes (que é melhor misturar com areia) em Março, em alfobres. Depois das geadas de Março-Abril faz-se a transplantação para terreno livre, distanciando a planta 20 a 40 centímetros. Com bom tempo são possíveis duas colheitas em média. Nas zonas que oferecem perigo de geadas pode proceder-se à sementeira directa em sulcos, na Primavera. A capacidade germinativa é de 70 a 90 %. A germinação produz-se.

Salgadura

Salgadura

Salgadura Mediante a salgadura podemos conservar ervas frescas. As folhas ou raízes frescas picam-se, cortando-as o mais possível, não sobre uma tábua mas numa superfície de porcelana ou numa lousa. As ervas picadas misturam-se depois com sal (para 1 quilo de ervas, 150g de sal), apertam-se fortemente em frascos de vidro ou de barro e recobrem-se com uma camada de sal. Fecham-se os recipientes com celofane ou papel-pergaminho e colocam-se em lugares frescos e secos. Assim é possível ter durante o Inverno ervas frescas salgadas como condimentos para saladas. Não é preciso deitar sal nos alimentos quando se cozinham, para não lhes prejudicar o sabor. É de recomendar não pôr.

Segurelha

Segurelha

A segurelha comum (Satureia hortensis), da família das Labiadas, e cultivada e apresenta-se como subespontânea em diversos pontos de Portugal. A planta corta-se durante a floração, dependura-se em ramos e poe-se a secar num lugar ventilado. A força de especiaria é maior quando só se cortam e secam as folhas arrancadas dos talos. Os ramos da segurelha conservam-se num sítio seco ou cortados dentro de latas bem fechadas. Esta planta não tem grandes exigências com respeito à espécie do solo. Semeia-se na Primavera em filas a 20 cm de distância; germina em catorze dias, sendo a capacidade de germinação aproximadamente de 70 %. A colheita faz-se durante o período da.

Borragem

Borragem

A família das Borragináccas proporciona-nos como saborosa especiaria vegetal a borragem (Burrago Oficinalis). Espontânea e cultivada encontra-se em quase toda a Península Ibérica. Antes e durante a floração cortam-se as folhas à tesoura, pois só se empregam frescas como condimento ou como aditamento a uma salada. As folhas secas perdem sabor e são de conservação difícil. Cortam-se de Junho a Agosto e secam-se o mais rapidamente possível. As flores, empregadas muitas vezes como elemento decorativo, também se colhem. A sementeira faz-se na Primavera em filas; a distância entre os sulcos deve ser de 25 cm. O mais prático é fazer várias sementeiras seguidas, porque as folhas jovens são as mais.