Os nossos conhecimentos sobre a formação inicial da deformação celular cancerosa não se baseiam até hoje em motivos claros nem seguros Sabemos, contudo, que intervém toda uma série de factores
internos ou externos que podem pela sua intensidade exercer um efeito rápido e ativo ou degenerador e lento, irritando as células na sua vida, até ao ponto de as levar a manifestações vitais de carácter destrutivo.
Supõe-se que este processo não afeta a própria célula, nem o seu dispositivo multiplicador, nem muitas das suas funções. Mas leva a uma insuficiente diferenciação e, ao mesmo tempo, a um desenfreamento
das suas energias de desenvolvimento, que já não é capaz de fazer retroceder. Produz-se, assim, uma nova «raça celular» que, seguidamente, se vai sempre diferenciando da sua célula originária e que
começa o seu crescimento destruidor conforme as suas próprias formas.

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