Entre as Umbelífcras, encontra-se também o coentro (Coriandrum sativum), cultivado e subespontâneo entre as messes e campos de quase todo o Portugal. O coentro semeia-se directamente de Março a Abril em filas de 25cm de separação. O peso de mil sementes é de 9,1 a 9,8 g; a capacidade de germinação é de 77 % em média; germinação em duas ou três semanas. Para 100 m2 calculam-se 250 g de semente, sendo a colheita nessa mesma extensão de uns dez a vinte quilos. Quando os frutos começam a amadurecer cortam-se as plantas ou então debulham-se ou expõem-se ao sol sobre panos até os frutos caírem maduros. O coentro seco é de cor de castanha, cheira aromaticamente e é um pouco doce.
Na medida do possível deve ser conservado em latas bem fechadas, para não perder o aroma.

Composição e propriedades

Os elementos activos até hoje conhecidos são os que se encontram nos frutos: 0,8 – 1,0 °% de óleo essencial de cilantro, óleo gordo, ácido málico, um pouco de tanino, açúcar, pectina, vitamina C e fécula.
O modo de actuação só se conhece empiricamente. Supõe-se que o coentro reforça o estômago, resolve os espasmos, faz desaparecer a flatulência, corta a diarreia e é vermífugo. A planta tem sido objecto de pouco estudo científico.

Emprego como condimento

O cheiro a especiaria nos frutos frescos suaviza-se depois de secos e torna-se muito agradável. O seu emprego principal é o de pastelaria e confeitaria de todas as espécies, começando nos biscoitos e bolachas e acabando no pão, assim como em frutas ácidas e especiarias. Açucarados, os frutos constituem uma guloseima. O coentro liga além disso com hortaliças, como a couve, o repolho e os espinafres; também é compatível com os regimes dietéticos.

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