Não só os pequenos e os pássaros consomem gostosamente as cerejas, mas também os adultos, por causa da sua polpa refrescante. A cereja (Prunus avium) é uma espécie cultivada da cereja silvestre que uma vez ou outra descobrimos nos bosques e que antigamente se dava em quase toda a Europa, até na Noruega, com abundância. Parece que procede do Cáucaso, onde ainda existe no estado selvagem.

Propriedade e emprego

Examinemos as cerejas, quanto às energias que contêm e quanto às suas possibilidades de aproveitamento. Actuam, como a maior parte das rosáceas, nas vias gastrointestinais e nos seus órgãos anexos, a glândula hepática e o pâncreas.

Como os morangos, também as cerejas são ricas em glicose (12 %), o que lhes dá um bom índice de saciedade. A ginja tem o mesmo conteúdo de glicose, mas, além disso, também tem ácido orgânico (0,9 %) que lhe condicionam o sabor. Estes ácidos vegetais actuam como depuradores no metabolismo e como elementos antibacterianos, desinfectantes e fomentadores das secreções e da digestão. Durante a época da sua colheita, tomar um quilo de cerejas diariamente elimina bem depressa a atonia intestinal ou a prisão de ventre. O conteúdo elevado de minerais (0,7%) converte a cereja num meio dietético de primeira ordem. Consegue anular graves deficiências na nutrição pelo excessivo consumo de farinha branca, açúcar refinado, carne e especiarias. Os obesos que quiserem emagrecer devem submeter-se a uma dieta total de cerejas, pois é perfeitamente suportável. Tem-se a sensação de haver comido abundantemente e contudo consegue-se uma notável redução de peso, já que faltam os autênticos portadores de energia, as gorduras e as proteínas, assim como também o sal.

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