Canela

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Com o nome de canela conhecem-se no comercio diferentes tipos de cascas que se empregam como condimento e se obtêm de diversos arbustos pertencentes à família das Lauráceas.
A espécie melhor e mais utilizada é o Cinnamomum Ceylandicum, procedente de Ceilão, onde é abundantemente cultivado. Também é explorada noutros países como Java, Sumatra e a América do Sul. Das cascas dos ramos novos obtêm-se os delicados cilindros, pardo-avermelhados, utilizados no comércio. Caracterizam-se por um sabor fortemente aromático, algo picante e ao mesmo tempo doce.

Composição

Um óleo essencial que atinge proporções de 0,5 a 4 %. Também contém uma suave resina aromática, um corante que tem ferro e gomas.

Aplicações médicas

A canela tem uma acção reguladora do apetite, fortalece o estômago, é estimulante e adstringente. Tem sido um remédio tradicional para a debilidade do estômago e do sistema digestivo em geral, especialmente nos casos de gastrite subácida, caracterizada pela escassa produção de suco gástrico e na diarreia. Nas farmácias costuma preparar-se a «água de canela», a tintura de canela, o xarope e o óleo de canela. Infelizmente, estes preparados costumam empregar-se apenas para corrigir o sabor de outras receitas médicas, embora tenham certas propriedades muito aproveitáveis por si mesmos. A que se emprega mais frequentemente é a tintura de canela, tomando-se uma colher sopeira cheia três vezes por dia. É muito recomendável na debilidade nervosa do estômago, na flatulência e nas gastrenterites.

Emprego culinário

Empregam-se tanto os «paus» inteiros com em pó, que deve ser o mais fino possível. Por causa da sua marcada acção adstringente, deve empregar-se o pó de canela com bastante parcimónia. Em pequenas quantidades regula a secreção salivar e a actividade das glândulas. É uma especiaria muito indicada para a preparação de pratos em cuja composição entre o arroz, as farinhas e o leite coalhado, assim como na pastelaria.

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