As Rubiáceas oferecem-nos a aspérula (Asperula odorata), presente nas montanhas do Centro e do Norte da Península Ibérica. Devem cortar-se antes da floração as folhas recentes e verdes perto do solo. A aspérula, uma vez em flor, já não se colhe. Como há o perigo de se lhe arrancar a raiz, não se devem puxar as plantas, mas têm de ser cortadas cuidadosamente. Em cada parcela deixa-se uma parte das plantas sem lhes tocar. Para secar as folhas, estendem-se numa camada delgada. O local deve ser ventilado e sombrio. Para apressar o processo da secagem, dão-se várias voltas às folhas. Há que evitar a secagem em estufa, porque o calor excessivo faz desaparecer o aroma. A folha seca fica com uma cor escura e com forte aroma. Guarda-se em recipientes hermeticamente fechados. Na Primavera, faz-se a sementeira em canteiros com terra esponjosa. Para lugar oportuno (com melhor sombra), transplantam-se no Outono os renovos jovens que se cobrem cuidadosamente com folhas. O melhor é a reprodução por estacas, que em Julho ou Agosto se colhem nos bosques. Uma vez plantada, a aspérula desenvolve-se por si mesma.

Composição e propriedades

Matérias activas e componentes: as tolhas contêm tanino, aloés, o glicósido asperulosina e cumarina em combinação glicosídica.
Em medicina científica, a aspérula não desempenha até hoje nenhum papel.
Emprega-se, às vezes, como calmante suave em dores orgânicas e na insónia.
A medicina popular emprega a aspérula como diurético suave, depurador sanguíneo e sudorífero, sem que até agora se achem suficientemente garantidos estes efeitos.
A aspérula é um condimento apreciado para refresco de ervas aromáticas, doces, limonadas, pastéis e infusão caseira.

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