Segundo a prescrição do nutricionista são permitidos os seguintes alimentos: fruta crua, raízes cruas, leite cru, manteiga, flocos de aveia crus, pão integral, ovos crus e mel.
Entre a fruta figuram: maçãs, peras, ameixas, avelãs, nozes, sementes de girassol, feijão verde tenro, cerejas, uvas, pêssegos, uva, groselha, framboesas, amora, laranjas, bananas, amêndoas, castanhas americanas, flocos, amendoins, tomates, cerais (grãos de trigo e de centeio germinados) e frutos secos (tâmaras, figos, passas de corinto e de Málaga).
Entre as raízes contam-se, principalmente, as cenouras e o nabo.
Depois de haver observado durante dez anos o efeito deste regime em mais de 2500 doentes, julga o nutricionista (cujos doentes foram cuidadosamente observados por vários professores universitários) poder afirmar o seguinte: piora o estado de um doente com esclerose múltipla, apesar de todos os meios curativos, e finalmente o doente fica incapacitado de andar e tem de ser manter no leito; e se, depois de aplicar um regime alimentar em igualdade das restantes condições ( cada qual submete-se a um tratamento em sua casa, vivendo como dantes) e lentamente ao fim de alguns anos, o doente aprende a andar de novo, e finalmente fica plenamente capacitado para o trabalho, está justificada a conclusão de que as melhoras se encontram em relação causal com o regime alimentar prescrito. A condenação, anteriormente implacável, desta terrível enfermidade, com o seu qualificativo de «incurável» deve desaparecer. A esclerose múltipla de hoje é curável.
Para os alimentos autorizados, acima mencionados e proposto as seguintes quantidades diárias:

1. Grãos germinados, 50-250 g.
2. Pão integral, 125 g (não mais).
3. Flocos de aveia, 70 g (não mais).
4. Fruta e raízes, 500 g (ou mais).
5. Leite, um litro
6. Manteiga, 30 g (ou mais).
7. Ovos, um (ou mais).
8. Nozes, 50-100g (ou mais).

É um fator decisivo para a quantidade consumida o apetite do doente (três refeições por dia). Se se chegar a sentir repugnância por estes alimentos, então observar um dia de jejum rigoroso, bebendo-se apenas água pura. Devem preferir-se os alimentos próprios da estação, e quanto mais frescos melhor. Só a aplicação rigorosa e durante muitos anos do regime é que pode obter êxito. A mudança total da alimentação exige do médico e do doente uma grande confiança mútua, e no doente, uma inflexível vontade de se curar. O regime nunca pode prejudicar. Depois da cura, voltar-se-á paulatinamente a misturar com os alimentos crus outros cozidos ou assados. Mas os frutos, as raízes, o leite e os produtos lácteos devem continuar a ser os alimentos principais.

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