Tramazeira

Tramazeira

A tramazeira, também conhecida por cornogodinho (Sorbus aucuparia), pertence à família das Rosáceas. Encontra-se na regiões montanhosas de Trás-os-Montes, das Serras do Gerês, da Estrela e de Teixoso, e no distrito de Castelo Branco. Quando as suas bagas estão vermelhas e portanto maduras, cortam-se os cachos em umbela inteiros. Em casa, separam-se as bagas dos seus pedúnculos. Quando não se aproveitam frescas, secam-se durante alguns dias à temperatura ambiental debaixo de telha, submetendo-se depois a calor artificial até ficarem absolutamente secas. O mais prático é guardá-las em sacos, que devem ser vistoriados de tempos a tempos. O cultivo da tramazeira foi aumentando de importância nos últimos anos, sobretudo desde que.

Amendoim

Amendoim

O primeiro europeu que nos proporcionou uma relação sobre esta leguminosa procedente do Brasil, e cujo nome científico é Arachis hypogea, que desempenhou activamente o cargo de director de minas em Cuba de 1513 a 1524, onde o encontrou abundantemente cultivado. Actualmente também se cultiva nas regiões tropicais e subtropicais da América, na África Oriental e Ocidental e nas índias Orientais. O amendoim apresenta a particularidade de poder amadurecer os frutos debaixo da terra, donde lhe deriva o nome latino (hypogeus = subterrâneo). Nos países civilizados utilizam-se as sementes maduras ou tostadas como alimento saboroso. Composição e propriedades como fruto oleaginoso Mediante pressão a frio (1ª e 2ª extracção) obtém-se.

Juncinha mansa

Juncinha mansa

Uma planta alimentar de grande interesse é a juncinha mansa (Cyperus esculentus), tubérculo de uma ciperácea, que em Portugal também é conhecida por junça de comer, juncinha avelanada e chufa. Embora botânicamente não possa figurar entre os frutos de noz, temos de a incluir aqui por causa da sua semelhante aplicação. Este tubérculo constitui, como a soja, uma rara concentração de alimentos. Composição e propriedades Além de ser uma planta herbácea, dá vida a numerosos tubérculos de grande riqueza nutritiva, cuja análise sobre matéria seca dá os seguintes valores: gordura, 20-24 %; proteína bruta 3-6,5 %; fibra bruta, 15.23 %; féculas, 2-3%; vitaminas (especialmente H e P) e numerosas enzimas..

Azeitona e o seu azeite

Azeitona e o seu azeite

Diz um adágio antigo que o azeite tira todo o mal, indicando assim o que ele representa para o homem. A oliveira (Olea europaea) é uma árvore que atinge de 6 a 10 metros de altura com abundantes ramificações. Actualmente, cultivam-se numerosas variedades de oliveira: na Península Ibérica, nos países mediterrânicos, na Califórnia, na União Sul-Africana e no sul da Austrália. A cultura da oliveira é muito antiga. Os Sumérios, os primitivos habitantes do sul da Babilónia, já conheciam a oliveira, no ano 4.000 antes da nossa era; os Egípcios também mencionam o azeite da oliveira no Papiro de Eber, três milénios antes da Era Cristã. Composição das azeitonas As.

Arandos

Arandos

O arando ou erva do monte (Vaccinium myrtillus) pertence à família das Eriáceas. Os arandos são frequentes nas montanhas do Alto Minho, e nas Serras do Marão e Estrela. Os frutos maduros são de cor azul-escura brilhante, com sumo violeta-escuro e muitas sementes pequenas pardas. A cor das folhas permanece inalterada na dessecação e têm um ligeiro sabor adstringente. Conservam-se em saquinhos. Os frutos maduros são colhidos à mão. Guardam-se em baldes ou em cestos; para os secar, estendem-se numa só camada, durante alguns dias. Têm um sabor agridoce e levemente adstringente. Conservam-se em caixas. Há que inspeccioná-los com certa frequência. Composição Nas folhas encontra-se tanino, ácido málico, ácido cítrico.