Quando um pequeno tem à sua disposição leite suficiente no peito materno e este é racionalmente utilizado e mesmo assim o pequeno não engorda, não há que procurar a causa na natureza do leite, mas sim, na constituição da criança. Em tais casos há que recorrer a uma alimentação dobrada unindo ao leite materno o biberão. Este tipo de alimentação tem sido amplamente ensaiado como superior à alimentação completamente artificial; pode ser muito recomendável no caso de, como dizíamos, o leite da mãe não ser suficiente para a alimentação do filho, ou de, por motivos puramente econômicos ou sociais, a mãe não poder dar o peito ao filho mais de duas ou três vezes por dia.
Aos pequenos de mais de três meses pode administrar-se como complemento do leite da mãe uma mistura de farinha integral de trigo cozido com leite de vaca, segundo lhe corresponda pela idade e pelo peso numa alimentação completamente artificial, conforme se pode ver na epígrafe seguinte.
Nos pequenos que têm menos de três meses é arriscado provocar rápidas mudanças no seu regime alimentar.
A forma de administrar esta alimentação pode consistir em dar um biberão em vez de uma mamada, na altura correspondente a esta, ou, então, depois da mamada dar o complemento com o biberão. Deve preferir-se o último processo, porque a sucção excita a produção láctea do peito da mãe. Por motivo parecido, deve fazer-se a abertura do biberão o mais pequena possível, de modo que lactente não encontre demasiado fácil a bebida no biberão, e não queira por isso a forma de sucção no peito.

Comentários