Alimentação artificial

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Quando por diferentes razões se deve implantar a alimentação com o biberão, tem de ser feita com os maiores cuidados, necessários em absoluto para alimentar «artificialmente» a criança. Antes de mais, é necessária a mais rigorosa limpeza na preparação do alimento, assim como é necessário evitar toda a modificação necessária nas diversas espécies de alimentos a empregar.
Toda a ciência de alimentação artificial consiste precisamente em tratar de conseguir uma alimentação a mais parecida possível com a natural. Emprega-se geralmente leite de vaca, mas também de ovelha e de cabra, embora esta última possa produzir anemia.
Na composição comparada do leite de vaca e da mulher existem algumas diferenças, como se pode apreciar no seguinte quadro em que se especificam as mais notáveis:

 ProteínasGorduras

(gramas %)

AçúcarSalCalarias por litro
Leite de mulher:1,2-1,42-77,030,21700
Leite de vaca:3,593,444,350,78650

O leite de vaca contém mais quantidade de proteínas e de sal, motivo por que deve ser diluído. Não é tão elevada a proporção de gorduras e de açúcar. Enriquecer este leite com gordura é realmente difícil; por isso deixa-se geralmente como está; mas a menor riqueza em açúcar costuma ser corrigida mediante a adição de 5 % de açúcar. A melhor maneira de fazer esta diluição do leite é a preparação de papas de cereais.
As mais Frequentes, as papas de aveia, preparam-se mediante uma cocção de 2 ou 3 % de flocos de aveia de alta qualidade ou então mediante papas secas de aveia.
Nos casos de alterações intestinais das crianças é conveniente substituir a papa de aveia pela de arroz, pois que enquanto a primeira 6 ligeiramente laxante, o arroz atua corno adstringente. Pelo seu alto conteúdo de vitamina B1 e E, é conveniente empregar para esta diluição do leite grãos de trigo integral e triturados, que também têm a vantagem de poder ser preparados rapidamente.
A adição de açúcar faz-se geralmente sob a forma de açúcar torrado, na proporção de 5%, o que vem a representar uma colherinha por 100g de alimentos.
Nas crianças com tendência para a prisão de ventre deve empregar-se extracto de levedura de cerveja (uma colherinha em 100g de alimento) ou lactose (uma ou uma e meia colherinha em 100g).
Não é necessária a adição de gordura para a maior parte do leite. Pode, contudo, enriquecer se com manteiga ou nata, de tal forma que 100g de alimento fiquem formados por 15 g de nata, 35 g de leite integral e 50 g de papas de aveia ou de qualquer outro cereal. Se se empregar a manteiga com esta
finalidade, adicionam-se 2-3 g de manteiga fresca a 100 g de papas soltas, misturando bem. Para completar a riqueza em vitaminas, adicionar de ¼ a ½ gema de ovo à quantidade de alimento que deve ser tomada, durante o dia. Muito indicadas com a finalidade de aumentar a riqueza em gorduras do leite,
são as adições de farinhas torradas com manteiga, conforme, tanto para as crianças sãs como para as enfermiças que sofrem de qualquer distrofia.

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