O alecrim (Rosmarinus officinalis) é frequente nos lugares secos e pedregosos, charnecas e pinhais do Centro e Sul de Portugal. Cultiva-se em todo o País.
Pouco antes de dar flores, cortam-se cuidadosamente os rebentos e arrancam-se as folhas. Seca rapidamente, se se colocar num celeiro sombrio e ventilado. Durante lodo o ano conserva valor como condimento. Deve ser guardado em recipientes hermeticamente fechados.

Composição e propriedades

O óleo essencial (de 1 a 2,5 %) os terpenos, o ácido tânico e o aloés que contém constituem os principais elementos activos do alecrim.

Aplicações medicinais

O alecrim possui um quádruplo campo de acção:

a) O aparelho gastrintestinal, cujas glândulas excita para uma maior actividade e cujos estados de espasmos e cólicas resolve, impedindo o desenvolvimento das bactérias prejudiciais. O emprego nos casos de má digestão, aerofagia e catarros gastrintestinais, é justificado e recomendável.

b) O sistema circulatório e, estreitamente ligado com ele, a acção sobre o sistema renal, intimamente relacionado com o anterior e complemento dele quanto à eficácia da planta. Influi, assim, favoravelmente no casos de debilidade circulatória, especialmente depois de doenças infecciosas graves, fortalecendo ao mesmo tempo a circulação devido ao seu efeito diurético.

c) Os órgãos sexuais femininos, cuja rega sanguínea favorece, produzindo assim um aumento na expulsão de sangue durante a menstruação. Tem, igualmente, êxito a aplicação exterior da infusão de alecrim no caso de erupções cutâneas persistentes, de cura difícil e inflamadas.

Emprego como condimento

Fresco e seco, o alecrim torna-se um condimento excelente em quase todos os pratos, molhos, saladas, regimes dietéticos e vegetais crus.

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