O aipo (Apium graveolens) pertence à família das Umbelíferas. Encontra-se em toda Península Ibérica nos terrenos pantanosos e salinos, cultivando-se particularmente as variedades dulce e lusitanicum.
Não se pode conhecer a qualidade da semente, pelo que a sua compra é uma questão de boa fé. O cultivo em grande extensão é aconselhado apenas quando o aipo encontrar um solo apropriado num lugar húmido e chuvoso.

Composição a propriedades medicinais

Nas folhas encontram-se óleo essencial, apiona, inosila, sais; no bolbo: óleo essencial, açúcares, amido, pentosanas, colina, tirosina, glutamina, asparraguina e vitaminas. Ao teor de óleo essencial se deve o seu eleito específico sobre os rins. Os vasos renais dilatam-se e, portanto, aumentam a expulsão de água. Quando se produz este incremento, cresce a eliminação dos produtos tóxicos do metabolismo, o que explica o seu benéfico emprego nos casos de gota, reumatismo, diátese de ácido úrico com tendência para a formação de cálculos, debilidade nervosa e depressão de ânimo, que podem ser devidas à formação excessiva de ácidos nos tecidos. A crença popular insiste, não sem razão, em que o óleo extraído das sementes e dos tubérculos radiculares do aipo produz efeitos de tipo hormonal sexual. Contém também glicoquinas, isto é, hormonas de eficácia semelhante à insulina que poupam o consumo desta no tratamento da diabetes.
Como condimento, utiliza-se o aipo tal como a salsa. É muito apreciado preparado como salada. Também se utiliza na sopa, em recheios, e em variados cozinhados.

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