Afecções frequentes da pele e a sua origem

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De há muito tempo que se vêm conhecendo numerosos defeitos nutritivos como causa inicial destes males, como, por exemplo, a cor amarela das crianças de peito, no caso de excesso alimentar de sumo de cenouras ou de papas. Mas é mais grave a presença excessiva de sal nos alimentos, pois aumenta a predisposição da pele para a inflamação e aumenta a sua facilidade de secreção de líquidos, ao mesmo tempo que diminui a sua capacidade de defesa.
Investigaram-se os sintomas cutâneos da insuficiência da vitamina A. Basta recordar a queratinização das glândulas capilares, o aparecimento de parasitas, as inflamações cutâneas purulentas, a queda dos pelos, a formação de pequenas manchas, a incapacidade de transpiração da pele e tantas outras manifestações.
Enfermidades cutâneas típicas (como a pelagra) são consequência da insuficiência em diversos factores do grupo vitamínico B. Também se manifesta no estado cutâneo a falta de vitamina F. Da mesma sorte, os alimentos e medicamentos tóxicos se relacionam estreitamente com a pele. A maioria das pessoas têm sofrido essa consequência depois de terem comido mariscos, peixe, carne de porco, caça, queijo velho, cogumelos. Inclusivamente, frutas, bagas ou sementes germinadas podem produzir em pouco tempo alterações cutâneas.
Entre as matérias que por consumo excessivo exercem efeitos tóxicos na pele não se deve passar por alto o ácido úrico. Antes de mais, são formadores de ácido úrico a carne, os caldos de carne, o peixe, o café, o chá, o cacau, o chocolate e os legumes secos. O ácido úrico provoca a gota e eczemas. Se, ao mesmo tempo, se consumirem alimentos ricos em sal, torna-se impossível a eliminação de ácido úrico, ao passo que um regime de alimentos pobres em sal, depois de um aumento temporário do sofrimento, favorece a eliminação e serve, portanto, para a cura.
É só de há pouco tempo a esta parte que se conhece melhor a função da colesterina, um elemento procedente da alimentação. O mesmo que ocorre com o sal, o excesso da colesterina prejudica a pele e os vasos sanguíneos; na maior parte dos casos de doenças da pele comprova-se um notável aumento de teor de colesterina no plasma sanguíneo. Para os doentes da pele por causa da nutrição, deve prescindir-se em absoluto dos alimentos ricos em colesterina acima citados, até que a presença deste elemento no plasma sanguíneo tenha descido para o nível norma (de 140 a 200%).
É também importante para a pele o consumo diário de uma quantidade mínima de cálcio: de 0,5 a 1 g para os adultos. Quem tiver sofrido de irritações cutâneas, comichão e urticária deve ter experimentado o benéfico efeito de algumas injeções intravenosas de cálcio que rapidamente reduzem o calor, a tumefacção e forte comichão das irritações cutâneas.

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