Abrunhos

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O frequentemente desprezado abrunheiro (Prunus Spinosa) pertence à família das Rosáceas, dá-se em toda a Península Ibérica, em sebes, matos e lugares pedregosos. Este arbusto tem muitos nomes. Costuma apresentar-se como arbusto espinhoso perene bastante espesso, com a casca quebradiça, cinzento-escura, de mais de dois metros de altura. Os frutos, quase esféricos, sumarentos e de sabor amargo, com um só caroço grande, quando maduros têm uma cor azulada; o interior é polpudo e verde.

Colhem-se e empregam-se as flores, seguindo as normas repetidas nas espécies anteriores.

Composição

Nas sementes, encontram-se geralmente 3 % de amigdalina, óleo gordo e emulsina; nas folhas, um glicósido e nas flores pequenas quantidades de glicósidos que produzem ácido cianídrico.

Emprego como planta medicinal

As flores do abrunheiro actuam contra as convulsões e as dores e são um laxante suave. Nas pessoas que têm qualquer forma de prisão de ventre persistente, com dores e espasmos, e que têm uma evacuação dura e grumosa, agravando-se a prisão de ventre com o emprego dos demais laxantes mais gástricos — devem empregar-se flores de abrunheiro. Prepara-se uma infusão com uma colher das de chá de flores secas e uma chávena de água; bebe-se uma chávena assim preparada de manhã e outra à noite.

Emprego como alimento

Podem conservar-se os abrunhos adicionando-lhes um pouco de açúcar e diversas especiarias, empregando-se, assim, como alimento. Se tiverem sido gelados ficam bons para fazer sumo.

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