Tem-se vindo a considerar, insistentemente, a cultura e a civilização como causas de numerosas enfermidades, até se ter chegado, finalmente, à criação de conceitos como «praga
da cultura» e «doenças de civilização». Hoje em dia, compreendem estas expressões, tanto na lileratura técnica como na popular sobre problemas sanitários, uma série de enfermidades do metabolismo e da nutrição, como a carie dentária, a parendentose, a úlcera de estômago, a diabetes, a obesidade, as doenças do fígado, vesícula, rins, coração e vasos, assim
como o reumatismo, o cancro e a tuberculose.

 

Um observador superficial poderia tirar a conclusão de que a «cultura» e a «civilização» são coisas não desejáveis e, inclusivamente, francamente prejudiciais. Desde alguns anos a esta parte, exagerando a realidade, aumentam as vozes dos que atribuem à cultura e à civilização mais inconvenientes do que vantagens para o homem, para o qual situam a cultura e a civilização muito longe da natureza, pondo-as até em contradição com esta última. Para podermos decidir nesta questão indubitavelmente importante, temos de encontrar resposta, antes de mais, ao que entendemos por cultura e por civilização.

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